Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 20/09/2021

Segundo o Hospital Albert Einstein, as super bactérias são criadas através, principalmente, do uso indiscriminado de antibióticos, pois, com a seleção natural, às bactérias resistentes aos antibióticos se sobressaem, passando seu gene resistente para seus descendentes, o que é um grande problema para a humanidade. Nesse âmbito, as superbactérias como reflexo da automedicação é um assunto que merece especial atenção. Nesse tema multifatorial, é plausível de análise o incentivo que o governo dá para às farmácias, bem como a medida negligente do Estado ao permitir a aquisição de remédios sem receita médica.

Primeiramente, nota-se que o governo brasileiro incentiva a prática da automedicação ao apoiar a abertura de farmácias, prática que aumenta o número de superbactérias. Nesse viés, pautada na constituição, o governo assegura alguns incentivos para a abertura de farmácias e venda de remédios, como abate de impostos e remuneração sobre produtos vendidos. Assim, com uma maior quantidade de farmácias, a acessibilidade para a aquisição de medicamentos é super facilitada. À vista disso, com a disponibilidade e barateamento dos remédios, a automedicação se torna uma prática recorrente na sociedade hodierna, trazendo como consequência do uso desses medicamentos de forma descontrolada a criação de superbactérias.

Outrossim, o Estado ao permitir que o cidadão se automedique, diminui sua dependência dos serviços públicos, esvaziando o sus e o livrando de suas responsabilidades. De acordo com o IBGE, grande parte da população não procura um médico quando doente devido à demora no atendimento e as precárias condições das consultas, optando, dessa forma, pela automedicação. À luz dessa ótica, essa medida delinquente tomada pelo Estado acarreta muitas problemáticas, dentre ela a criação de cepas de bactérias super-resistentes aos medicamentos, por isso, a compra de remédios sem prescrição médica é perigosa e pode causar muitas problemáticas difíceis de resolução.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para tentar amenizar a criação de superbactérias através da automedicação. Sendo assim, cabe ao Estado- agente assegurador de direito- o controle mais rígido da venda de remédios para a população, por meio da criação de um setor de referência de distribuição de remédios, com fito de distribuir medicação acessível, controlar e destinar os medicamentos para quem realmente precisa. Ademais, cabe às mídias- agente formador de opinião- levar informação à população acerca do uso indiscriminado de remédios e suas consequências, por meio de propagandas, outdoors e campanhas publicitárias, com a finalidade de diminuir a quantidade de drogas lícitas adquiridos pela população, consequentemente, a automedicação e as superbactérias.