Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 28/09/2021
A Constituição Federal de 1988 versa, em seus artigos, que a garantia de uma saúde de qualidade é direito de todos e dever do Estado. Em contrapartida, essa virtude assegurada não é colocada em prática, visto que a realidade brasileira demonstra sua face mais alienada e imprudente no que tange a automedicação. Dentro desse contexto, a minimização dos danos decorrentes relacionados a falha governamental, no âmbito educacional, e a pouca atuação midiática fomentam essa problemática.
Sob essse viés, é válido notar que o Governo já atua na resolução desse impasse. Contudo, por ser algo tão recorrente e crescente, exige mais empenho e compromisso por parte do Estado, pois falta, principalmente, uma maior atuação das instituições escolares e universitárias, no que se refere a palestras e aulas sobre as principais consequências da automedicação, tanto a curto prazo, como intoxicações e alergias, quanto a longo prazo, como resistência aos remédios e uma possível morte. Como agravante disso, de acordo com a Anvisa, os medicamentos que mais causam intoxicação são os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios, comprovando assim, em muitos casos, à falta de informação da população brasileira. Dessa maneira, o ambiente educacional atua como um agente conservador na luta contra esse empecilho.
Paralelo a isso, é válido ressaltar que a pouca atuação midiática contribui de maneira negativa para a sociedade. Destarte, segundo o site G1, cerca de 32% dos brasileiros tem o hábito de aumentar as doses de medicamentos prescritos por médicos com o objetivo de ‘‘potencializar os efeitos terapêuticos’’, e isso é considerado também uma forma de automedicação. A partir disso, é notório que se existisse uma maior atuação da mídia, no que tange a criação de propagandas e comerciais referentes ao quão errado é se automedicar esses índices seriam menores. Logo, essa problemática é considerada uma utopia social.
Por fim, a resolução da problemática relacionada a automedicação na Nação é fundamental para a satisfação social. Assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de órgãos fiscalizadores, assegurar uma educação informativa básica a respeito das consequências do uso de medicamentos sem prescrição médica, por intermédios de educadores e de profissionais atuantes na área, como médicos e farmacêuticos, a fim de manter todas as crianças e adolesecentes bem informados, uma vez que compõem o grupo mais afetado. Síncrona a isso, os órgãos midiáticos devem criar campanhas e anúncios que impactem o leitor e o convença de que tal prática é errada e maléfia para a saúde. Logo, tais questões serão atenuadas e o proposto na Constituição será colocado em prática.