Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 28/09/2021
O tratamento de doenças é muito particular de cada paciente, cada organismo possui uma resposta diferente às medicações. Partindo desse pressuposto, a automedicação, nos diferentes contextos, fomenta a diminuição da eficácia dos medicamentos, como também deixa uma margem de dúvida com relação ao surgimento das superbactérias pela resistência adquirida aos mesmos.
Primeiramente, sabe-se que existem inúmeros medicamentos que cairam no senso comum humano, aqueles que são os primeiros a vir à tona quando se sente dor de cabeça, tosse entre outros e que não exigem receita médica. Sob essa verdade, acredita-se que, por influência dessa prática, a automedicação ganha força, onde 77% dos brasileiros tem o hábito de se automedicar, como expõe o site “G1”. Dessa maneira, pelo uso desregulado das diferentes medicações com doses erradas e horários trocados, os efeitos desses se modificam com o tempo. É comum ouvir que o corpo se “acostumou” com o remédio e fazer a troca sem pensar nas consequências. Dessa forma, os tratamentos entram em um ciclo vicioso difícil de sair.
Ademais, fugindo do lado referente ao senso comum, a utilização errada de remédios ocasiona a longo prazo a resistência não só do organismo mas como dos agentes infecciosos. As superbactérias são organismos que adquiriram resistência aos antibióticos pelo uso inadequado dos mesmos. Do mesmo modo que acelera os mecanismo de defesa, os torna ineficazes. Dessa maneira, com a ineficácia, a dificuldade de tratar aumenta e o número de doenças também. Ou seja, o comportamento humano perante ao uso de remédios induz uma cura a curto prazo e desencadeia grandes problemas que retardam os avanços médicos.
Logo, entende-se que os reflexos da automedicação se fazem muito presentes hodiernamente. Cabe ao Ministério da Saúde, orgão responsável por formular e pôr em prática as políticas públicas voltadas à saúde, controlar a venda de medicamentos por meio do aumento da fiscalização em farmácias e postos de sáude e, em parceria com os meios midíaticos, na forma das redes sociais, divulgar os maléficios trazidos pelo uso não supervisionado de remédios por meio de vídeos interativos e sites informativos. A fim de dar mais reconhecimento a maneira de desencadeamento das superbactérias evitando assim a automedicação.