Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 28/09/2021
Constituição Federal de 1988 assegura o direito inalienável à segurança e à saúde dos cidadãos. No entanto com o abuso de medicamentos, repercute em riscos para a saúde, uma vez que as bactérias sofrem mutações, tornando-se superbactérias, resistente aos fármacos, expondo a população a problemas futuros. Desse modo, são nota-se seguintes entraves, agravamento de doenças e o descumprimento da venda de remédios com receitas, e a medicação sem a comprovação científica.
Dessa forma, é notório que as doenças ficaram mais graves, pois os remédios tornaram-se ineficazes, já que a população se automedica, criando assim, resistência as substâncias. Segundo a OMS, se não houver um controle rigoroso da utilização de antibióticos, a população poderá ficar sem defesa contra as bactérias que causam infecções. Nesse viés, pode ocorrer surtos, como o da gripe espanhola que matou milhões de pessoas rapidamente, e pandemias como a da covid, que precisou de muito tempo de pesquisas para encontrar meios que mitigassem os sintomas.
Outrossim, mesmo com a retenção de receita, muitos indivíduos com o “jeitinho brasileiro” conseguem adquirir rémedios, e utilizar corroborando ao seu corpo, a resistência da droga. Além de muitas pessoas irem se consultar, e já informar qual remédio utiliza, indo apenas para garantir a receita. Conforme a Agência Senado, foi proposto um projeto de lei que criminaliza a prescrição de medicamentos sem comprovação científica. Com isso, faz-se necessário a execução, já que muitos usam de receitas imprórias de médicos para conseguir comprar nas drogarias.
Destarte, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes nesse paradigma social, que fere a Constituição Cidadã, visto que coloca em risco a população. Assim, urge ao Ministério da Saúde e as mídias, propagarem nos meios de comunição e comerciais de tv os danos do excesso de qualquer fármaco, e as consequências que a saúde já enfrenta por pacientes serem resistentes, podendo levar até mesmo a óbito a fim de alertar a sociedade, para que aminize os medicamentos, usando apenas em situações necessárias e receitadas, a partir de exames comprovados. Ademais, cabe ao poder Judiciário e ao Executivo, assegurar o projeto de lei que faz evidente a confirmação da doença, e da obrigatoriedade do remédio especifíco, caso contrário é crime, com intuito de restrigir vendas inadequadas e receituários, já que os profissionais que descubrirem receberam detenções e multas.