Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 28/09/2021

“Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zweig, para enaltecer não somente aspectos positivos da Nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig convida o cidadão a uma importante missão: erradicar a automedicação causando uma superbactéria. Esse panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público quanto do Estado com o fito de arrefecer esse problema.

De fato, vale analisar a postura negligente da sociedade no que se refere a automedicação inadequada. A esse respeito, o filósofo Aristóteles, afirmou em sua obra Ética ‘‘A Nicômaco’’, que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que as superbactérias se desenvolvem pelo mal uso ou consumo excessivo de antibióticos, ingeridos sem recomendação médica ou tratamento feito pela metade, que ajuda as bactérias a ganharem mais resistência, dessa forma, corroborando o direito de saúde garantido no Art. 5 da Constituição de 1988.

Outrossim, a posição inerente do corpo social corrobora esse flagelo fazendo o uso indevido de antibióticos. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, afirma que vivemos em tempos líquidos nos quais sentimentos como empatia e respeito esvaem-se pelos vãos dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamento a sociedade é marcada por traços de ignorância, que contribuem na marginalização das pessoas no que se refere a superbactérias.

Urge, pois, a união do binômio arena pública e Ministério da Saúde, a fim de desconstruir essa mazela. Portanto, é de extrema importância que o Estado adote medidas que visem a procura por um médico especialista na área, para que assim, iniciem um tratamento adequado. Logo, cabe ao corpo social, por meio de ficção engajada, demonstrar mediante aulas de biologia os riscos que as superbactérias causam.