Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 28/09/2021
O Hedonismo, corrente filosófica seguida por Epicuro, defende a ideia de que o homem vive na busca irracional do prazer e do afastamento da dor. De maneira análoga, na sociedade hodierna brasileira, é comum que, visando a fuga da dor, os indivíduos pratiquem em excesso a automedicação, influenciando diretamente no surgimento das superbactérias. Diante disso, vale analisar essa questão pela atuação tanto do poder público quanto das famílias.
É indubitável que o Governo apresenta colaboração na existência dessa problemática. O conceito clássico de Saúde Pública se define como a arte e a ciência de previnir doenças, prolongar a vida e promover a saúde e a eficiência física e mental mediante esforço organizado da comunidade. Sendo assim, é evidente o papel do Estado como organização de prevenção de enfermidades derivadas da facilidade da automedicação, que, de maneira desregulada, pode causar problemas maiores, como as bactérias resistentes à diversos tipos de antibióticos, o que pode vir a ser motivo da morte de milhares de indivíduos. Todavia, o corpo público se mostra inexpressivo diante dessa problemática, o que, muitas vezes, favorece a gravidade dessa questão.
Ademais, a família se relaciona de maneira direta com a persistência dessa mazela. De acordo com a Escola de Frankfurt, a família é a primeira e a principal fonte de moral e de ética para a formação mental dos indivíduos. Dessa forma, é notório a influência que essa instituição representa na educação para a automedicação, que, contudo, se apresenta negativamente nesse caso, desenvolvendo hábitos prejudiciais à saúde. Por esse viés, é perceptível que o crescimento dessa entrave tem relação direta com o funcionamento inadequado do corpo social.
Destarte, no que se refere às superbactérias como reflexo da automedicação, medidas devem ser tomadas para atenuar essa mazela. A fim disso, o Governo, com o auxílio do Ministério da Saúde, deve, por meio da fiscalização em farmácias e em postos de saúde, regulamentar a venda e a distribuição de medicamentos que necessitam da prescrição médica, com o fito de promover uma reestruturação na forma de se automedicar, o que favorece a queda parcial de doenças relacionadas. Além disso, o Ministério da Educação, vide as intituições de ensino, deve proporcionar aos estudantes uma melhor formação psicossoal referente à prevençao e ao tratamento de doenças, disponibilizando cartilhas informativas e diálogos esclarecedore que abordem os riscos da automedicação e seus efeitos à curto e à longo prazo. Com isso, a irracionalidade retratada pela corrente filosófica pode ser menos frequente na sociedade brasileira.