Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 28/09/2021
As superbactérias são aquelas que conseguem resistir ao tratamento mesmo com o uso de grande quantidade de antibióticos. Isso ocorre, na medida que a população abusa desses medicamentos sem uma prescrição médica, caracterizada como automedicação. Embora haja grande resistência nas superbactérias, ainda há medicamentos que surtem efeito, graças às descobertas de outros tipos de antibióticos.
É importante ressaltar, que o tratamento de doenças requer custos, seja uma diarréia ou seja uma tuberculose, esse fato dificulta o acesso das camadas mais populares à um diagnóstico clínico. Apatir disso, várias pessoas de classes mais baixas utilizam antibióticos sem conhecimento e acaba “fortalecendo” a bactéria, gerando uma superbactéria imune a antibióticos convencionais. Tal episódio ocorreu no Recife em 2015, em que uma alta nos índices de sífilis causou indignação na Secretaria de Saúde da região, e explorado a fundo foi descoberto uma modificação evolutiva na bactéria que não podia mais ser combatida com a convencional penicilina. Diante dessa ótica, para ocorrer uma redução na quantidade de superbactérias é preciso permitir o acesso ao tratamento de doenças à população.
Outro ponto relevante, é que o tratamento de uma doença bacteriana pode ser tratada com mais de um antibiótico, ou seja, uma bactéria que já se adaptou a um certo antibiotico pode ser combatida por outro tipo de antibiótico. Um exemplo desse fato é o tratamento da pneumonia, que pode ser realizado com mais de cinco antibioticos, entre eles a amoxilina, azitomicina e penicilina. Porém, a descoberta de outros tipos de antibióticos estagnaram em 1980, e desde então o aumento dos casos de superbactérias cresceu, isso pode causar a falta de medicamento para uma determinada doença futura resistente aos vários antibióticos.
Portanto, é necessário que a OMS - Organização Mundial da Saúde, agência da ONU, com o objetivo de desenvolver ao máximo o nível de saúde no planeta - patrocine o incentivo de pesquisas cientificas para aumentar o numero de antibióticos presente, e destarte diminuir a chance da haver uma doença sem tratamento. Assim como, cabe a cada orgão de saúde nacional promover acesso ao tratamento e prevenção de doenças.