Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 28/09/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê a saúde como um direito essencial à vida, garantida mediante políticas públicas que visem a diminuição de doenças e o bem-estar social. Entretanto, a cultura da automedicação provocou o aumento das superbactérias, motivado pela falta de informação e principalmente pela falta de responsabilidade. Com efeito, discutir sobre a postura da sociedade perante a imprudência do uso e indicação de medicamentos sem prescrição e sobre o papel do Estado em fiscalizar a comercialização de antibióticos, com o objetivo de diminuir os impactos dessa adversidade é a medida proposta.
Decerto, a irresponsabilidade do corpo social brasileiro diante da cultura de automedicação perpetua o surgimento das superbactérias. Nesse sentido, Jair Messias Bolsonaro- Presidente do Brasil- no ano de 2020, de forma irresponsável fez campanhas objetivando uso de um medicamento que não tinha comprovação cientifica para a covid-19, provando que o uso de medicamentos sem conhecimento sobre as reações adversas é naturalizado no país. A esse respeito, não é novidade que a falta de informação causa grandes impactos para a saúde dos associados a isso, uma irresponsável ultilização de antibióticos, causa resistência do organismo caso o indivíduo venha a apresentar uma doença no futuro podendo levar-lo à morte .
Outrossim, uma negligência do Estado em fiscalizar a comercialização de medicamentos corrobora a existência das superbactérias. A esse respeito, Jonh Locke- filósofo contratualista- divulgado um conceito de “Contrato Social” segundo o qual deve sedem sua confiança ao Estado, que, em contrapartida, deve garantir os direitos dos cidadãos, eles dentre: a fiscalização das farmácias. Contudo, a assertiva do pensamento de Locke não é realidade no Brasil, sabendo que, então existe o aparecimento das superbactérias, porque existe a automedicação e essa tão é realidade porque existe a comercialização de antibióticos sem prescrição médica, evidenciando que, o lucro é a maior preocupação dos donos de farmácias.
Portanto, para que a garantia à saúde prevista na Contituição Federal de 88 seja validada, é preciso diminuir os impactos da automedicação, e assim, erradicar as superbactérias. Cabe ao Ministério da Saúde, órgão de produção nessa temática, deve realizar mais movimentos de inserção social que priorizem incentivar a população a mitigar a cultura da automedicação aplicada como consequências dessa prática, por meio de propagandas na mídia televisiva em horário nobre, afim de diminuir o aparecimento das superbactérias.