Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 28/09/2021
Conforme a Constituição Brasileira de 1988, ‘‘A saúde é direito de todos e dever do Estado’’. Contudo, a questão das superbactérias e da automedicação mostram uma falha no plano de saúde estabelecido pelo Estado. Nesse sentido percebe-se uma falha no processo de educação sobre saúde e de fiscalização das vendas de medicamentos no Brasil.
Mormente, nota-se uma falha no processo educacional no que tange o conhecimento a respeito da saúde e seus fatores, esse descaso reflete em problemas de escala mundial como o das superbactérias. Nesse contexto, na música ‘‘Estudo Errado’’ de Gabriel Pensador, é questionado o formato e conteúdo das aulas, que via como distantes da realidade fora das salas de aula, uma vez que, esse sistema educacional não prepara o aluno para enfrentar os desafios da vida adulta. Dessa forma, percebe-se que a maioria dos brasileiros quando acometidos por alguma bacteriose, fazem uma automedicação sem prescrição nem acompanhamento médico, contribuindo para a resistência dessas bactérias e agravando a situação.
Outrossim, a escassez e a ineficácia do processo de venda de medicamentos contribuem na questão da automedicação e consequentemente das superbactérias. Nesse viés, Maquiavel defendeu que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes. ” A perspectiva do filósofo aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão da venda de medicamentos. Assim, o que verifica-se é uma insuficiência da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam fiscalizando o cumprimento dessas leis.
Fica evidente, portanto, que tais entraves precisam ser arrefecidos. Para que isso ocorra, o MEC em parceria as Instituições Educacionais, devem desenvolver palestras em escolas a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de palestras e debates com profissionais especializados em: medicina, saúde, microbiologia e farmácia, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os temas e orientar de forma didática a população sobre os riscos da automedicação no que tange a formação de superbactérias. Além disso, o Poder Judiciário, responsável por interpretar e fiscalizar o cumprimento das leis, deve elaborar projetos de fiscalização e controle sobre o comércio de medicamentos, principalmente antibióticos. Feito isso, espera-se uma melhora na questão da automedicação e o agravamento das superbactérias.