Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 05/11/2021
Superbactérias: Resultado de um Engano
No filme “Eu sou a Lenda” é relatada a história de Robert Neville, um cientista que se encontra em meio a uma epidemia que transformou humanos em criaturas sedentas por sangue, enquanto tenta sobreviver ele usa seu sangue que é imune, para buscar uma cura. Analogamente, na contemporaneidade, o que era para ser a solução tornou-se a problemática e à automedicação passou a ser o um fator de risco.
A princípio, é necessário destacar que, com os avanços da medicina surgem todos os dias remédios mais eficazes, o que proporciona uma empolgação enganosa em algumas pessoas, que se automedicam imediatamente para ter seu organismo restaurado o quanto antes, sem procurar ajuda de um médico de forma antecipada. Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 80% das pessoas acima dos 16 anos admitem tomar remédios sem prescrição médica, cerca de 25% fazem isso todo mês de forma sucessiva. Logo, a automedicação é um habito comum na população brasileira, configurando-se como um vício fantasiado de cura que torna quem aquele que o faz escravo de si mesmo, sem se importar com um futuro que pode trazes graves consequências.
Além disso, tal vício é de certa forma, incentivado pelas poucas medidas de segurança por parte do Governo Federal, uma vez que muitos cidadãos burlam o sistema deficitário do Estado e, apresentam falsas receitas e exames para adquirirem a medicação para consumo, ou até mesmo para revenda. Diante dessa premissa, Thomas Hobbes afirma “ o homem é o lobo do homem” uma vez que, certos homens tiram vantagem de um governo omisso para sua própria satisfação, colocando em risco a sua saúde e até mesmo, a do próximo. Assim, corrobora-se um panorama favorável para que a automedicação perpetue por muito tempo na sociedade atual.
Portanto, para inibir tal conduta o Governo Federal, aliado ao Ministério da Saúde por meio de campanhas publicitárias, em todas as esferas de comunicação, deve divulgar os riscos da automedicação. Outrossim, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, precisam promover palestras ministradas por médicos e psicólogos, em escolas para conscientizar jovens e adolescentes sobre os males da automedicação. Não obstante, é essencial que à Anvisa tem que ser mais rígida em suas fiscalizações por todo o território nacional, especialmente em hospitais e farmácias, para evitar fraudes. Dessa forma, a medicina ficara mais segura para todos e automedicação será apenas, mais um roteiro de filme sobre epidemia.