Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 23/02/2022
Na obra “O Príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois a automedicação como fator de resistência das superbactérias representa um grave problema que configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe verificar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse.
Sob esse panorama, percebe-se que a sociedade não dispõe de meios que assegurem os termos presentes na Constituição de 1988, que afirma que todo cidadão tem direito à saúde de qualidade e aos seus meios. Nesse viés, de acordo com Mc Sid, um dos maiores críticos nacional, o governo não investe nas causas essenciais da federação, tal qual a efetivação dos princípios da Carta Magna. Com isso, dificulta-se a consolidação da isonomia constituinte em decorrência da carência de ações sistemáticas de controle do consumo de antibióticos. Nesse sentido, a escassa aplicação de recursos na fiscalização pública de venda de medicamentos demonstra a inércia estatal disposta no país e o descaso com a população que, por falta de tempo para ir ao médico, fazem o uso indiscriminado de antibióticos e perpetuam o surgimento de superbactérias. Destarte, o problema perdura no Brasil.e no país hodi Ademais, é perceptível a lacuna informativa como mais um agente responsável pela calamidade em debate. Nesse contexto, conforme o Jusbrasil, diretório on-line de advogados, diariamente inúmeras pessoas são conduzidas ao erro por desconhecerem seus direitos, deveres e garantias. De maneira análoga, os brasileiros, desinformados sobre os malefícios do uso inconsciente de antibióticos, como a resistência, após um longo período de uso, dos agentes bacterianos patológicos (superbactérias), submetem-se ao desacerto da automedicação. Assim, o desconhecimento público, ocasionado pela baixa relevância que a mídia dá ao tema, visto que os assuntos atuais são mais propagados nos canais de comunicação, por exemplo, a pandemia do novo coronavírus, impede a sociedade de desenvolver o hábito do dever do tratamento de doenças com orientação médica. Logo, agrava o afinco da temática