Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 10/08/2022

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando seu percurso, a automedicação é um problema que persiste na sociedade brasileira há muito tempo. Nesse sentido, ao invés de funcionar como uma força capaz de mudar o percurso desse problema, a combinação de fatores educacionais com governamentais acaba por contribuir com a situação atual, o que traz como consequência principal o surgimento das chamadas superbactérias.

Em primeiro lugar, segundo a filósofa Hanna Arendt, quando um assunto é pouco debatido tende a tornar-se banal. Nesse sentido, a falta de discussão a respeito da automedicação- principalmente por parte das instituições de ensino, por serem formadoras de opniões- acaba por fazer com que essa prática seja banalizada e ,por conseguinte, perpetue na sociedade. O grande problema é que a automedicação- por ser uma prática sem respaldo médico- acaba por selecionar no organismo humano as bactérias mais resistentes (superbactérias), o que amplifica o problema de saúde prévio e coloca em risco a vida do indivíduo. Dessa forma, urge que seja feita uma tomada de medidas que modifique o cenário atual.

Em segundo lugar, devido à morosidade dos atentimentos na rede pública de saúde do país, muitos brasileiros, por não possuírem condições financeiras de procurar atendimento na rede particular, acabam optando pela automedicação. Isso demonstra que o poder público do país não oferece condições para o combate desse problema, o que representa, sobretudo, uma das causas da persistência desse cenário. Assim, é preciso que haja uma mudança no percurso das políticas públicas brasileiras, em prol de evitar o surgimento das superbactérias e as consequências fatais para a população.

Portanto, é preciso que o governo federal democratize o acesso à saúde no Brasil, por meio da contratação de médicos para a rede pública do país e da construção de hospitais, a fim de agilizar os atendimentos e evitar que a automedicação seja feita pelos cidadãos. Ademais, urge que as escolas debatam esse tema em sala, para evitar que ele caia na banalidade descrita. Assim, o governo e as escolas mudarão o percurso desse problema no Brasil, da persistência para a extinção.