Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 28/10/2022

Na obra “O Espírito das Leis”, Montesquieu enfatizou que é preciso analisar as relações sociais existentes em um povo para, assim, aplicar as diretrizes legais e garantir o progresso coletivo. No entanto, ao observar a posição dos indivíduos que compõe a vigente sociedade brasileira perante à automedicação e as superbactérias como reflexo, nota-se uma divergência no que foi supracitado pelo filósofo, configurando um novo desafio a ser sanado. Isso ocorre seja pela influência da mentalidade coletiva, como também ineficiência estatal. Dessa maneira, é de suma importância encontrar caminhos que obstruam esse entrave presente no atual tecido civil a fim de que a teoria de Montesquieu seja posta em evidência.

Diante desse cenário, convém pontuar que a mentalidade coletiva repercute, sem dúvida, como um dos fatores a serem discutidos. Michel Focault, em seu conceito de Normalização, aponta que, há, na sociedade, a repetição de comportamentos sem a. Devida reflexão crítica dessa conduta. Sob tal perspectiva, quando se analisa o alto índice de pessoas que se automedicam, observa-se a resposta corporal como sendo o aumento de superbactérias, visto que a automedicação é feita sem conhecimento científico genuíno. Nesse sentido, verifica-se que a falta de deliberação minuciosa sobre assunto eram questão, intensifica o revés, uma vez que quando feita e pensada de forma coletiva, a automedicação se torna uma arma comunitária e constante.

Outrossim, vale ressaltar a ineficiência estatal como um lacuna a ser lapidada. A esse respeito, John Rawis, em sua teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Nesse contexto, os impactos que a automedicação causa, contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil não se mobiliza para a mudança do enredo explícito, tendo em vista a ineficiência em promover não só o bem-estar social, como também a saúde da atual conjuntura. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas do poder no que tange à mitigação do viés.

Há, portanto, a urgência de findar esse deficitário notório no Brasil hodierno. Cabe, então, ao Ministério da Saúde e Cidania, promover a ampliação do acessos a autom