Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 24/07/2023
Superbactérias constituem um grupo de microrganismos que sofreram adaptações para se adequarem a um novo ambiente e, por conta disso, desenvolveram resistência a antibióticos que antes eram eficazes contra elas. Sob essa ótica, é necessário discorrer acerca das causas do surgimento desses organismos, como a negligência estatal e a omissão midiática.
De início, é válido ressaltar que a indiferença dos representantes políticos colabora para o desenvolvimento de superbactérias. Segundo uma pesquisa feita pela Comissão de saúde da assembleia legislativa, o tempo médio de espera para realizar um procedimento pelo SUS é de mais de um ano. De acordo com esses dados, percebe-se que a falta de investimentos pelos governantes na área da saúde acarreta o prejuízo dos usuários, que optam por se automedicar devido a demora do atendimento. Assim, ao ingerir remédios por conta própria, o paciente poderá desenvolver microrganismos resistentes.
Além disso, a omissão dos meios de comunicação contribuem para a perpetuação desse problema em solo nacional. De acordo com Aldous Huxley, a mídia, ao deixar de noticiar um fato, não o torna inexistente. Sob esse viés, compreende-se que, ao omitir os riscos e as consequências da automedicação, os veículos de informação garantem o desconhecimento da população em relação a essa prática. Dessa forma, a imprensa contribui com o surgimento de superbactérias ao não divulgar os problemas de consumir medicamentos sem prescrição médica.
Portanto, o desenvolvimento de microrganismos resistentes é um problema que precisa ser combatido. Desse modo, o Governo federal, órgão de maior hierarquia em solo nacional, deve alertar as pessoas sobre o uso indiscriminado de medicamentos, sobretudo antibióticos, por meio da divulgação em rádio, televisão e mídias sociais sobre os perigos de ingerir fármacos sem se consultar com um médico antes, para que reduza o crescimento de superbactérias. Ademais, o Ministério da saúde deve diminuir a fila de espera no SUS, por meio da contratação de profissionais da saúde, para que os pacientes possam realizar suas consultas e não tenham que se automedicar. Assim, os microrganismos resistentes diminuirão e a saúde será efetiva.