Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 20/07/2023
Segundo Thomas Hobbes, filósofo contratualista, “o homem é o lobo do homem”, o que deixa evidente o seu potencial autodestrutivo. Nesse contexto, o aumento de casos médicos decorrentes de infecção com superbactérias vem sendo preocupação da saúde pública no país, já que são derivados de maus hábitos da população. Dessa forma, a má gestão governamental e a ignorância popular são os principais precursores dessa situação.
Em primeira instância, é indispensável debater sobre a falha administrativa do país. Acerca disso, a falta de investimentos na área do combate a automedicação, graças ao descaso do governo com o eixo, vem propiciando um cenário caótico. Nessa perspectiva, a ação de se medicar por conta própria, de forma incorreta, torna as bactérias, que não foram totalmente destruídas, mais fortes e resistentes aos antibióticos comuns, isso dificulta o tratamento de doenças que seriam facilmente contornadas e promove o crescimento do número de enfermos na nação. Sobre isso, Anatole France, esritor francês, afirma que “o Estado é como o corpo humano, nem todas as suas funções são belas”, servindo como crítica às gestões ineficazes do mundo. Logo, o Estado deve garantir políticas que objetivem proteger a população de suas atitudes prejudiciais.
Ademais, é importante esclarecer os malefícios da desimformação social. Nesse sentido, as instituições de ensino possuem uma fenda em relação à educação médica dos estudantes, os alunos até podem ter contato com formas de se cuidar, mas não recebem entendimentos de como e quando devem fazer isso. Assim, por conta do pouco saber, a atividade da medicação por conta própria se difundiu por todo o Brasil e vem instigando a aparição de superbactérias, gerando empecilhos para todo o povo, enfermidades fracas podem se tornar fatais. Nessa chaga, Martin Luther King Jr., ativista norte-americano, discorre que “nada no mundo é mais perigoso que a ignorância”, defendendo a eficiência educativa, por isso, é necessário entregar saberes à nação, para que o cenário melhore.
Portanto, para que os casos com superbactérias diminuam e os brasileiros tenham uma qualidade de vida superior, o governo federal, gestor dos ministérios, juntamente com o Ministério da Saúde, garantidor da saúde pública do país, deve gerar campanhas publicitárias em todos os canais de mídia, com objetivo de conscientizar a população sobre os riscos da automedicação. Nesse viés, o Ministério da Educação, responsável pela escolaridade brasileira, agirá com aulões educativos, feitos por médicos, em locais de livre acesso, como praças e universidades, viabilizando entendimento ao povo que desconhece os problemas do uso de medicamentos sem o conselho de profissionais.