Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 07/09/2023

A constituição brasileira de 1988 garante a todo cidadão o direito a saúde. Entretanto, nos ultimos anos o indivíduo tem se automedicado de forma constante, tendo em vista o amplo acesso a medicamentos. Como resultado desta ação, a organização mundial da saúde tem apontado o crescimento exarcebado de superbactérias a nível mundial, resultantes da utilização de remédios sem a orientação de um médico, na grande maioria das vezes sendo recomendados entre parentes e amigos sem conhecimento abstrato dos efeitos e dos danos colaterais.

Em uma primeira análise, é possível verificar que a população mundial têm apresentado, segundo dados apontados pelo site Globo.com, um uso desmedido de antibióticos, o qual gera uma processo de fortalecimento das bactérias pelo uso incorreto ou mesmo indevido dos remédios disponíveis. Como resultado desta automedicação, o número de mortes atribuídas a resistência a antibióticos tende a crescer a cada ano, alcançando patamares de milhões ao ano, segundo reportagem do BCC.com de 2016.

Atualmente, o mundo enfrenta um outro agravante no que tange ao desenvolvimento de superbactérias, o qual se traduz nos alimentos fornecidos a população mundial. O problema, se encontra na agricultura e na pecuária, pois cada vez mais os produtores utilizam antibióticos para aumentar a produtividade em menor tempo possível resultando assim em maiores ganhos financeiros. Um exemplo que vale ser citado é a de criação de frangos para abate, que na granja, o período de vida - de pintinho a frango em ponto de abate gira em torno de 32 dias, como resultado das rações regadas a antibióticos. No processo de criação natural, este ciclo de vida leva de 8 a 10 meses para chegar a ponto de abate.

Sendo assim, nota-se que a realidade de superbactérias é um reflexo do uso irracional de remédios, ingeridos diretamente ou indiretamente. Para modificar este cenário, é preciso que o Estado atue fortemente por meio de leis e fiscalização de modo a coibir o uso indiscriminado de medicamentos. É necessário que se trabalhe junto a população com campanhas de conscientização, apresentando a realidade dos casos e os resultados funescos de tal utilização, visando a prevenção de superbactérias e uma melhor qualidade de vida para todos.