Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 19/04/2025
O uso irracional de medicamentos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde e o Conselho Federal de Farmácia, corresponde há um dos maiores problemas em saúde pública. Embora a automedicação influencie na mutação e criação de organismos multiresistentes a prescrição indiscriminada e muitas vezes mal avaliada é outro fator a ser atrelado para o aumento da presença de superbactérias.
A Carta Magna que estrutura o Estado, por meio do artigo sexto versa que saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Diante disso, o cenário de hospitais sendo colônias formadoras de bactérias superesistentes a antibióticos também é uma ineficácia do Estado, onde a ausência de fiscalização e medidas preventivas por parte de órgãos competentes como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Secretarias de Saúde.
A ineficácia fiscalizatória, atrelada a erros de prescrição médico, são formas de favorecer a terapias incorretas que permitem a mutação de bactérias com resistência a antimicrobianos. Junto á isso, a falta de conhecimento a respeito da terapia bem como a ausência de orientação sobre como usar o medicamento, gera um catalisador populacional de automedicação. Esse fato, muita das vezes é fruto da venda de antibióticos em farmácia sem a retenção da receita ou ainda com receituários com doses ou substâncias incorretas para o tipo de condição.
Diante disso, para que seja possível combater as superbactérias e diminuir os indíces de automedicação bem como de problemas com prescrição. O melhor caminho corresponde a um fomento da fiscalização em Farmácias e drogarias em busca do controle do comércio de medicamentos e principalmente aqueles que exigem retenção de receitas.
Por fim, para garantir uma mudança no cenário hospitalar principal gerador deste germe, o controle efetivo por parte da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares — CCIH. Essa efetividade vem através do envio de relatórios a órgãos como ANVISA bem como nos procedimentos de dispensação de prescrições de antimicrobianos através de uma criteriosa avaliação do Farmacêutico, e quando este identificar potencial divergência barrar a liberação e contatar o prescritor.