Superexposição nas redes sociais
Enviada em 13/09/2025
No episódio “Nosedive” de Black Mirror, observa-se como a divulgação irrestrita da vida pessoal da protagonista a afeta, visto que ela se torna suscetível a comentários maldosos do público virtual. Tal hábito reflete uma realidade comum no Brasil, principalmente entre as crianças, pois essa parcela social tem se tornado mais presente nas mídias. Logo, nota-se como a falta de regulamentação dos conteúdos divulgados e a inserção precoce no meio digital agravam a superexposição infantil.
Sob esse viés, é imprescindível ressaltar como a escassez de fiscalização nos meios midiáticos intensifica o exibicionismo infantil. A partir disso, vale citar a prisão do influenciador Hytalo Santos, o qual foi acusado de exploração sexual por promover a exibição de menores de idade. Dessa forma, entende-se que a participação infantil nas mídias, sem a supervisão adequada, abre portas para a promoção de conteúdos criminosos.
Além disso, é necessário destacar que a participação imatura dos jovens nas redes sociais facilita a problemática. Nesse sentido, vale citar o documentário “Criança, a alma do negócio” que trata de como marcas e influenciadores utilizam-se da ingenuidade dos mais novos para promover comportamentos e produtos. Assim, infere-se que os adolescentes passam a normalizar a exibição da vida diária porque têm contato com esse costume desde cedo.
Portanto, vistos os fatores que impactam a exibição de crianças nas redes sociais, são necessárias medidas para combatê-los. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável por assegurar a educação no Brasil - promover, por meio de palestras nas escolas, a conscientização acerca dos malefícios da inserção precoce dos jovens na internet para que essa parcela social esteja segura virtualmente. Ademais, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania estabelecer leis que determinem a idade mínima para o contato das crianças com comunidades virtuais para que elas não sejam expostas a ambientes tóxicos.