Superexposição nas redes sociais

Enviada em 11/09/2019

Segundo o sociólogo Emile Durkheim, a sociedade é comparada a um organismo, onde a saúde do todo depende do bom funcionamento das partes. Nesse contexto, a moléstia que afeta o território brasileiro está direcionada à saúde mental das pessoas, seja pela cultura dos likes, ora pela divergência da vida perfeita difundida nas redes sociais. Senso assim, é preciso avaliar a participação dessas redes na intensificação da sociedade do espetáculo.

Em primeiro plano, torna-se evidente que a importância de um post é mediada pelos likes. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, as redes além de muito úteis, são uma armadilha. Dessa forma, as plataformas que supostamente ajudam os jovens a se conectarem contribuem para o desequilíbrio emocional, visto que diante de uma competição ganha aquele com maior número de seguidores.Logo, com o objetivo de bombarem nas redes, as pessoas exibem e espetacularizam a própria vida em prol do máximo de curtidas. Entretanto, quando não se tem o efeito desejado as publicações são excuídas, isso porque os likes servem como termômetro para o sucesso.

Sob um segundo enfoque, é válido ressaltar que as pessoas vivem uma realidade de faz de conta. Nessa lógica, as redes sociais servem para difundir imagens irreais de uma vida perfeita, o que garante destaque aos indivíduos e o poder de influenciar seus seguidores. É notório que, ao falar sobre a sociedade do espetáculo, Guy Debord afirma que as relações sociais são moldadas pelas imagens. De maneira análoga, as pessoas assumem como meta um estilo de vida utópica. Por conseguinte, cria-se uma sociedade frustada por não atingir padrões impostos pelas mídias socias desencadeando sérios problemas à saúde mental, como ansiedade e depressão.