Superexposição nas redes sociais
Enviada em 22/09/2019
Posto, logo existo
O curta-metragem “O que está em sua mente?”, faz críticas a superexposições nas redes sociais. O vídeo mostra a história de um homem que leva uma vida deprimente, mas se esforça para mostrar o contrário no Facebook. Nesse sentido, à medida que o ambiente virtual traz benefícios para a comunicação, eles também se tornam meios de exposição excessiva, na qual as pessoas buscam aceitação a qualquer custo. Dessa forma, é importante educar os usuários dessas redes sociais a fim de evitar problemas pessoais.
Primeiramente, o uso das redes sociais pode ser visto como efeito da globalização, que tem como objetivo diminuir as distâncias e conhecer pessoas de outras partes do planeta. Mas, os riscos que essa exposição oferece são graves e muitas vezes irreversíveis. Casos de pessoas que tiveram sua vida destruída em razão da internet é cada vez mais comum. Exemplo disso é o caso da jovem blogueira Alinne Araújo, que se matou após receber diversos comentários ofensivos em um post no instagram. Nesse contexto, por ser um grande meio de comunicação, o acesso a informação privada de indivíduos é rápida e fácil, possibilitando ocorrências de roubos de documentos pessoais, publicação de fotos íntimas e até mesmo discursos de ódio.
Com o intuito de solucionar problemas causados pela má utilização do ambiente virtual, medidas precisaram ser tomadas, no Brasil. Em 2012 foi criada a lei Carolina Dieckmann com o objetivo de punir condutas indesejadas na internet, depois de imagens íntimas terem sido divulgadas e por existir uma lacuna de punição desse setor. Além disso, como delitos virtuais se tornaram frequentes – clonagem de cartões, cyberbullying, por exemplo – criou-se também uma delegacia especializada em crimes cibernéticos para garantir a investigação e punição desses atos.
Fica evidente que, embora a globalização tenha trazido a internet como meio de troca de informações e comunicação, ela precisa ser fiscalizada devido às demandas atuais. Com a necessidade de guiar os caminhos dos usuários, não só devem-se criar meios de puni-los, mas também de educá-los para que gerações futuras saibam como se comportarem em ambientes virtuais. Dessa forma, instituições de ensino em parceria com as secretarias de educação devem formular práticas pedagógicas – oficinas, palestras, aulas – de inclusão e educação digital para que cada vez mais eles saibam utilizar esse novo meio de comunicação.