Superexposição nas redes sociais
Enviada em 10/10/2019
O episódio “Queda Livre” da série estadunidense “Black Mirror” nos apresenta um ecossistema em que as pessoas são julgadas de acordo com sua popularidade em um certo aplicativo (com notas de 0 a 5), sendo as avaliações o principal determinante de como será a qualidade de vida do indivíduo, sendo um baile de máscaras contemporâneo, onde tudo é perfeito, mas ninguém é feliz na realidade. Fora da ficção, é fato que o futuro distópico apresentado na obra pode ser relacionado ao universo cibernético no século XXI, sendo possível observar o nível extremo em que o ser humano consegue chegar apenas para ter a aceitação das pessoas à sua volta. Perdendo, até mesmo, sua própria liberdade.
Segundo o relatório divulgado pelas empresas We are Social e Hootsuite, intitulado “Digital in 2018: The Americas”, existem cerca de 7,6 bilhões de pessoas no mundo. Desse total, 4 bilhões (53%) têm acesso à internet; 3,1 bilhões (42%) são usuários ativos de redes sociais, sendo assim indiscutível que as mesmas se tornaram, em pouco tempo, uma parte essencial do cotidiano, elas são a imagem que as pessoas querem dar ao mundo, são o melhor rosto da vida diária.
Posto isso, o mundo passa a ser cada vez menos humano e mais tecnológico, pois tudo que é publicado é meticulosamente pensado em quem o verá e o que estes irão pensar. Em um de seus discursos, o psiquiatra Alberto Iglesias declara que “A confirmação que as pessoas estão interagindo e curtindo, gera prazer imediato”, levando assim a uma extrema preocupação pela própria imagem, o que acaba resultando em submissos digitais.
É necessário, portanto, que o próprio indivíduo desenvolva uma consciência com o objetivo de viver para se agradar, e não ao próximo, procurando ajuda de especialistas, como psicólogos e terapeutas. Ademais, que as escolas promovam, por meio de palestras, o ensinamento aos jovens - o futuro da sociedade - dos perigos ao se expor nas redes sociais em geral e como diminuir esse vício.