Superexposição nas redes sociais

Enviada em 25/04/2020

Seguidores. Curtidas. Comentários. Essa é a nova ambição do século 21. Atualmente, a necessidade de se expor nas redes sociais como forma de expressão tomou conta da internet. No entanto, o uso da imagem pelas empresas e a dependência do mercado gerada, tornou o ser famoso em um conto de fadas. Assim, o aparecer para vender está á frente das decisões  e deixa os ‘‘instagramers’’ reféns do sucesso.

Recentemente, é nítido o lucro advindo do comércio digital de influência. Aplicativos como o ‘’tiktok’’ é um dos variados exemplos que se tem união entre famosos da internet e redes sociais, criando o ‘‘influêncer digital’’ visto como um apoio para que redes como essa comprem sua imagem e reverta em lucros exorbitantes usado em novos investimentos para atrair mais famosos para seu vínculo. Desse modo, fica claro que a exposição não é apenas curtidas, mas sim um mercado comum na era tecnológica.

Nesse contexto, esse novo ambiente faz parte da industria cultural proposta pela Sociologia. Em outras palavras, significa dizer que há uma massificação cultural provocada pelas grandes marcas, pois, com a prática de patrocínios divulgam seus produtos, que, em última instância, gira em torno de reconhecimento dos influênciadores a fim de atingir públicos específicos para o seu mercado. Sendo assim, a relação entre a imagem e um bem material a ponto de induzir a compra tem-se tornado prática comum no meio da internet carecendo medidas controladoras.

Portanto, urge a necessidade de controlar essa movimentação e impor limites a exposição virtual. O Governo Federal juntamente com as redes sociais como o Instagram devem, em uma ação conjunta, estabelecer novas regras para a divulgação de produtos. Isso pode ser feito por meio da redução de patrocínios para jovens menor de idade e ocultação de perfil que exponha-os para evitar a subordinação das grandes empresas. Somente assim, pode-se criar um ambiente livre de influências externas e o conto de fadas torna-se realidade.