Superexposição nas redes sociais

Enviada em 01/05/2020

As redes sociais possibilitaram a facilidade de acesso a informações diversas. Assim, jovens brasileiros não somente utilizam ferramentas como o Instagram para lazer, como também, fonte de renda. Dessa forma, os “influenciadores digitais” trabalham compartilhando seus estilos de vida nas redes, expondo suas viagens, famílias e rotina, a fim de conquistarem seguidores e curtidas. Nesse cenário, a superexposição na internet gera uma insegurança por parte dos jovens, principalmente que consomem esse conteúdo idealizado e comparam-no com suas respectivas vidas, também há a constante necessidade de aceitação social promovida pelas redes sociais.

A priori, em 2019, o Instagram – rede social de compartilhamento de fotos e vídeos que possui sessenta e seis milhões de usuários brasileiros – desativou a função de visualização de curtidas em publicações, ação que, de acordo com o aplicativo, tornaria a rede social um ambiente para compartilhar momentos e não uma ferramenta de comparação de popularidade. Entretanto, a medida estabelecida não teve grandes resultados, já que, de acordo com o G1, um em cada seis jovens afirmam que comparam suas realidades com o que veem na internet. Dessa forma, as redes sociais contribuem com a insegurança entre adolescentes que projetam suas expectativas na superexposição de um conteúdo idealizado e irreal que ainda permeia aplicativos, como o Instagram.

Analogamente, um dos episódios da série Black Mirror, apresenta uma realidade futurista na qual a relação entre os seres humanos e as redes sociais – seus níveis de perfeição e popularidade – definem por completo os status e posição dos indivíduos em meio a sociedade. Sendo assim, bem como na ficção, a necessidade de aceitação que acontece dentro das redes sociais faz com que os usuários tentem obter a perfeição em suas publicações para que se tornem populares, contribuindo com a propagação de um estilo de vida irreal. Por certo, a constante necessidade de aceitação, bem como, a comparação à influenciadores digitais, são problemáticas fruto da superexposição nas redes sociais.

Diante disso, verifica-se a necessidade de melhorar a relação da população brasileira com a superexposição exacerbada nas redes e suas consequências aos jovens, principalmente. Logo, urge que o Ministério da Educação em conjunto com as famílias estimule os adolescentes a desenvolverem uma educação emocional e psicológica adequada para lidar com os diferentes conteúdos que lhes são diariamente apresentados. Assim, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara, será imprescindível a realização de campanhas nas escolas públicas e particulares que corroborem a saúde mental dos jovens a partir de incentivos ao autoconhecimento e ao empoderamento. Espera-se, com essas ações, a diminuição da insegurança gerada pela superexposição nas redes sociais.