Superexposição nas redes sociais
Enviada em 24/05/2020
É inegável que o avanço das redes sociais transformou as relações sociais do mundo todo. A exposição nas plataformas, por meio de fotos e textos, aproximou as pessoas de uma forma não convencional. Porém, quando essa ação deixa de ser saudável e se torna uma superexposição, é necessária uma ponderação, principalmente ao se tratar de menores de idade.
Dentre os motivos que levam a superexposição de crianças na internet, estão a falta de supervisão dos pais às postagens e conversas dos menores e o incentivo, as vezes quase como uma obrigação, que os familiares impõe sobre as crianças, visando a fama ou rendimento financeiro. Recentemente viralizou nas redes sociais uma polêmica envolvendo um canal infantil na plataforma YouTube chamado Bel para Meninas, administrado pela Mãe da menina Bel, a qual foi acusada de exposição vexatória pelo Conselho Tutelar, com base em um compilado de vídeos os quais mostravam a criança em situações muito desconfortáveis, segundo o relatório apurado pela revista e portal de notícias Veja.
Além desse caso, outro ocorrido foi com a menina Anna Clara Mansur, de 9 anos, a qual possuía uma conta na rede social Instagram. Anna Clara expunha diariamente para milhares de pessoas sua rotina de malhação e alimentação exportiva, consideradas inapropriadas para a sua idade por especialistas como o pediatra Sergio Augusto Cabral, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que afirma que a prática de musculação não é recomendável para crianças. Apesar de comum, perfis infantis como o da Anna Clara e da Bel não deveriam ser aceitos tanto no Instagram, como no YouTube. Consta nas politicas de privacidade de ambas plataformas que o usuário tenha no mínimo 13 anos de idade para abrir uma conta ou criar um canal.
Levando em consideração esses aspectos, observou-se que as politicas de privacidade das plataformas são pouco eficazes, pois são facilmente burladas por menores de idade, que desejam criar uma conta na rede social. Assim, a melhor forma de combater a superexposição infantil, seria a partir de uma verificação ainda mais precisa da idade dos usuários pelas plataformas de mídias, através de análise de cada perfil, para então remover contas criadas por menores de 13 anos, e garantir maior segurança do uso da imagem das crianças.