Superexposição nas redes sociais

Enviada em 24/05/2020

A criação das redes sociais e o aprimoramento das tecnologias proporcionaram o desenvolvimento da comunicação e colaboraram para o fácil acesso às informações pessoais. Conquanto, muitos indivíduos excedem os limites ao postar dados, buscando, constantemente, maneiras de enaltecimento pessoal. Entretanto, acaba tornando-os mais vulneráveis, estando sujeitos à ações de criminosos, como sequestradores e pedófilos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Seguramente, pode-se afirmar que a publicação excessiva de materiais pessoas nas redes sociais está associada diretamente à supervalorização individual. Publicações prescindíveis, fotos e vídeos chamativos, são exemplos de formas cobiçadas de aprovação social. De acordo com o historiador Leandro Karnal, o uso das redes sociais potencializa o poder do “eu”, sendo que, em determinados casos, a realidade virtual se sobrepõe à real. Com isso, o indivíduo é dominado pela sua representação, tendo como principal objetivo a manutenção desse reconhecimento e, consequentemente, abandona relacionamentos reais, como os amigáveis, amorosos e familiares.

Ademais, a superexposição em redes sociais facilita a atuação dos cibercriminosos, que com poucos “clicks”, obtém informações como endereço e lugares mais frequentados. Segundo o especialista em segurança Nelson Barbosa, o Brasil possuiu 62 milhões de vítimas de crimes virtuais em 2017, sendo esses de vários tipos, como econômicos, ofensivos e invasivos.

Portanto, indubitavelmente , medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental que o Estado juntamente com as redes sociais se encarreguem de enaltecer o tema de maneira dinâmica através de documentários, palestras e debates, com o intuito de divulgar os perigos e consequências da superexposição em mídias sociais, limitando, assim, cibercriminosos. Em conjunto a esse projeto, a Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP) em companhia com ONGs podem oferecer auxílios psicológicos para aqueles que mantêm hábitos de exibicionismo descontrolado, por meio de consultas gratuitas online e supervisionamentos individuais que visam a supressão de costumes virtuais e o enaltecimento das convivências reais. Dessa forma o Brasil poderia alcançar uma sociedade mais segura e saudável.