Superexposição nas redes sociais

Enviada em 27/05/2020

Superexposição nas redes sociais

A partir da Revolução Industrial e do surgimento da tecnologia, o fenômeno da superexposição é cada vez mais frequente. Ele ocorre principalmente nas redes sociais e é cometido geralmente pelos “digital influencers”, que expõem suas vidas e seu conhecimento sobre assuntos, como beleza e vida fitness, com o objetivo de orientar seus seguidores. Isto, porém, pode se tornar um problema quando feito em demasia, prejudicando a reputação da pessoa e uma série de outras consequências.

Se mostrar na internet não é proibido, desde que seja feito conscientemente, sem exageros e com o consentimento de quem está sendo exposto. Chama-se exibicionismo quando isso não acontece, e pode trazer sérias consequências, como se tornar palco de piadas e zombaria, além de que, uma vez que a imagem do indivíduo é publicada, não há mais como excluí-la permanentemente, pois milhares de pessoas já tiveram acesso a ela. Assim, a reputação da pessoa pode ser corrompida, ela fica “falada” e muitas vezes não consegue mais se reerguer novamente perante à sociedade.

Expor-se tem seus prós, como ganhar dinheiro e seguidores com o trabalho virtual, mas também há os contras, visto que os indivíduos podem se tornar vítimas de crimes, como perseguições por ‘‘stalkers’’ e de difamações e críticas depreciativas. Isso ocorre devido as postagens que a própria pessoa faz, sendo possível conhecer muito da vida dela e quais os lugares que frequenta. Nesse caso, ela fica à mercê e pode ser prejudicada. Devido a isso é essencial reconhecer e separar a vida particular da virtual.

A exposição infantil é, também, um importante fator que ocorre nos dias atuais. Pode-se ter como exemplo a “blogueira” Anna Clara Mansur, de 9 anos, que é exposta na rede social Instagram mostrando seu dia a dia, que inclui realizar exercícios físicos e ter uma alimentação esportiva. Além do Instagram ser para usuários maiores de 13 anos, as práticas que ela realiza claramente não são adequadas para uma criança, e ainda é fato que ela terá possíveis arrependimentos e zombarias no futuro.

Desse modo, conclui-se que a internet deve ser manejada conscientemente e que distinguir entre a vida pessoal e a virtual é de extrema importância. Para a conscientização dos indivíduos perante o uso sensato das redes sociais, deve-se criar projetos de leis entregues à Câmara dos Deputados, que além de expor o perigo que é o exibicionismo, irão promover a criação de um mecanismo próprio das redes sociais que proíba certos tipos de conteúdo. Espera-se que, com essa medida, os usuários consigam usar os meios de comunicação de maneira efetiva, para assim, extinguir a superexposição.