Superexposição nas redes sociais
Enviada em 28/05/2020
Desde a revolução industrial, sabemos que a tecnologia no mundo vem se tornando um problema para a população. A partir do ano de 2006 a Internet passou a ser utilizada pela maioria da população, causando o nosso grande e atual problema onde crianças, adolescentes e até mesmo adultos começaram a fazer mal uso do produto passando muito tempo nas telas dos computadores e celulares, colocando isto como prioridade em suas vidas.
A publicação excessiva de materiais privados em redes sociais está associada diretamente à supervalorização individual. Fotos chamativas, vídeos de situações íntimas e publicações prescindíveis são exemplos de formas almejantes de aprovação social. Segundo o historiador Leandro Karnal, o uso das redes sociais potencializa o poder do “eu”, sendo que, em determinados casos, a realidade virtual se sobrepõe à real. Com isso, o indivíduo é dominado pela sua representação, tendo como principal objetivo a manutenção desse reconhecimento e, consequentemente, negligencia relacionamentos reais, como os familiares, amigáveis e amorosos.
Vivemos em uma época em que tudo é compartilhado, em que o surgimento de sites e de plataformas de rede sociais abriu uma nova maneira de compartilhar todos os tipos de informações pessoais. A ansiedade das pessoas por querer compartilhar não é algo novo. Esse comportamento é uma evidência do desejo humano intrínseco de querer se conectar com os outros. Segundo o especialista em segurança Nelson Barbosa, o Brasil possuiu 62 milhões de vítimas de crimes virtuais em 2017, sendo esses de vários tipos, como econômicos, ofensivos e invasivos.
Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver à problemática. Uma possível solução seria o Governo Federal junto com o Ministério da Educação deverá fazer de campanhas, a fim de fornecer informações precisas e verídicas, concernentes aos riscos da auto exposição. Além disso, a ministração de palestras e o acompanhamento psicológico em unidades básicas de saúde e em colégios dariam assistência especializada e possibilitar a identificação e combate dos casos, a partir de consultas beneficentes.