Superexposição nas redes sociais
Enviada em 31/07/2020
Assegurado pela Constituição Federal Brasileira, o direito à privacidade é considerado pela lei como inviolável. Entretanto, no atual panorama do avanço tecnológico mundial, a exagerada exposição pública em redes sociais mostra-se como principal opositor ao benefício constitucional. Devido a isso é de suma importância analisar os motivos que levam a uma superexposição pública e a baixa segurança oferecida pelo mundo virtual.
Quando olhamos para os dias atuais, a busca pelos maiores números de compartilhamentos e curtidas torna-se uma real aventura , haja visto que vale de tudo para alcança-los. A divulgação de clicks perfeitos ou de situações constrangedoras, tem sido os principais artifícios utilizados por usuários para gerar visualizações em suas contas pessoais. No entanto, esta prática pode ser prejudicial ao indivíduo, uma vez que publicações feitas são dificilmente apagadas, podendo ser manipuladas e utilizadas contra o indivíduo, temos como exemplo, o caso da atriz Carolina Dieckman, que teve algumas fotos íntimas vazadas na rede.
Desde sua criação em 1969, a internet melhorou os meios de comunicações, entretanto, nos dias atuais tem colocado em xeque a privacidade individual. De forma análoga a proliferação de bactérias em um machucado, segundo o IBGE, links contendo fake news com algum tipo de vírus— dispositivo utilizado por hackers para invadir aparelhos pessoais—, tem 7 vezes mais compartilhamentos se comparados com links de notícias verídicas e sem infecção. Em decorrência disso, milhares de brasileiros tem seus aparelhos eletrônicos invadidos e sofrem por crimes virtuais, sendo eles principalmente ligados ao âmbito financeiro ou à invasão do conteúdo íntimo sexual. Com tudo, a desinformação das vítimas sobre as leis do cunho digital, acarreta na perpetuação dos cibercrimes.
Portanto, faz se necessário a intervenção do Ministério da Educação em ação conjunta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, para em primeiro plano, disponibilizar à população um hardware de proteção gratuito, a fim de protege-la contra invasões indesejadas. E posteriormente, promover uma campanha para a sociedade virtual brasileira, na qual conteria pílulas de conhecimentos sobre as leis digitais e a importância de pensar antes de postar, visando assim agregar conhecimento digital para a comunidade e evitar problemas oriundos de uma desregulada exposição.