Superexposição nas redes sociais
Enviada em 06/08/2020
No atual contexto histórico, têm-se debatido sobre a superexposição nas redes sociais. Apesar de elas (redes sociais) serem de grande utilidade para a realização de diversas atividades, caso não sejam manuseadas com responsabilidade e com limites, podem causar danos tanto ao psicológico quanto à segurança dos indivíduos que a utilizam. Assim, faz -se necessária a análise das causas e consequências desse fator social.
Em primeiro lugar, vale destacar o aumento que há do uso das redes sociais pelos cidadãos para diversos e propósitos. Entretanto, é preciso que usá-las com cuidado para que, ao realizar postagens, essas não possam denegrir a imagem dos que nelas estão inclusos ou até mesmo por em risco a sua segurança tanto emocional quanto física. Exemplo disso é a criminalidade ocorrida com mais de 5 adolescentes em Santarém, de acordo com o G1, a partir de informações pessoais presentes no Instagram, Facebook e WhatsApp deles, iniciando uma série de chantagens e perseguições.
Dessa forma, é notável a importância que há do não extrapolação de publicações detalhadas na internet, constando horários, lugares, pessoas envolvidas ou até mesmo o cotidiano completo do sujeito. Tal fator aumenta a dependência a aparelhos eletrônicos e à internet; ademais, fotos publicadas as quais poderão, mais tarde, causar arrependimento quanto às suas postagens, mesmo excluídas da página do navegante, tem a possibilidade de já haverem sido visualizadas e compartilhadas por outros, sendo impossível a sua completa eliminação. Além disso, os proprietários das páginas estão constantemente buscando a perfeição de suas fotos e de si mesmo, fator este causador de baixa autoestima e, mais tarde, depressão.
Portanto, percebe-se que a superexposição nas redes sociais continua a ser um problema a ser vencido pela sociedade não somente brasileira, mas mundial. O Governo deve aderir a medidas, como criar leis relacionadas ao super detalhamento de postagens e perfis, limitando-as, com o objetivo de diminuir a exposição dos indivíduos nelas. Além de determinar, em todas as redes sociais, uma quantidade definida de publicações por dia, recomendando também aos usuários que haja maior consciência à aquilo o qual eles estarão deixando em aberto para todo o mundo acessar. Pois, parafraseando Paulo Freire, “A educação não muda o mundo, mas pessoas, e essas mudam o mundo”.