Superexposição nas redes sociais

Enviada em 16/09/2020

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, conhecida como Revolução técnico-científica-informacional, houve a mudança no estilo de vida dos seres humanos e na modernização dos recursos de acesso à informação. Outrossim, facilitou o contato entre pessoas geograficamente distantes e contribuiu para o processo de globalização, por meio da criação das redes sociais e dos aparelhos eletrônicos. Entretanto, apesar dos benefícios para a sociedade, o uso sem limites desses meios de comunicação, que se dá pelo tempo excessivo de utilização desses, também pode ocasionar a exposição excessiva dos indivíduos e de suas vidas.

A priori, na produção cinematográfica brasileira, “Modo Avião”, retrata-se a rotina de uma jovem rica, viciada em internet,  que compartilha, constantemente, suas conquistas materiais nas redes e não desliga-se do celular nem quando é necessário. Uma vez que com os avanços tecnológicos e a criação das redes sociais tornou-se recorrente a exposição exagerada em veículos e plataformas digitais. Por analogia, na canção “7 rings”, escrita pela cantora norte-americana Ariana Grande, observa-se como, na contemporaneidade, há a necessidade de expor bens de consumo e afirmar status. Já que, segundo levantamento de dados da BBC, o país está em segundo lugar no ranking de nações que passam mais horas conectados, entende-se a razão que motiva milhares de brasileiros a publicarem sobre suas vidas diariamente.

Todavia, é inegável que essa prática carrega consigo pontos positivos como, por exemplo, pistas sobre o paradeiro de pessoas desaparecidas e interações nas mídias sociais que contribuem para investigações em casos de pedofilia. Visto isso, no documentário exibido pela empresa de filmes e séries “Netflix”, “Don’t Fuck With Cats”, um homem é procurado pela polícia por assassinar animais e postar os vídeos em sua rede social e, a partir disso, centenas de internautas se prontificam à descobrir, por meio das publicações, onde o cidadão reside e, assim, o denunciam para as autoridades locais. Desse modo, observa-se como a exposição da rotina pode ser aliada na solução de questões criminais.

Em suma, a superexposição virtual é responsável por impactos positivos e negativos. A fim de amenizar os seus efeitos maléficos que incluem o consumismo compulsório,  o Ministério da Educação, por intermédio de educadores e especialistas, deve promover, em todas as escolas brasileiras, encontros mensais obrigatórios que tenham como objetivo debater o papel da tecnologia na criação de crianças e adolescentes e seus limites, a fim de alertar os jovens sobre a importância de viver momentos desconectados da internet. Somente assim, o Brasil será um país  mais consciente.