Superexposição nas redes sociais

Enviada em 20/10/2020

No contexto de uma revolução Técnico-científica, a globalização se torna intensa e proporciona a transmissão não somente de produtos , más também a de informações e dados pessoais. Diante desse contexto, evidencia-se, na contemporaneidade, uma temática bastante complexa, a superexposição nas redes sociais, problemática essa que permeia em grande parte da sociedade. Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar essa adversidade , que é motivada principalmente pela necessidade de reconhecimento e pelos padrões sociais.

Primeiramente, é importante entender que a autoafirmação é algo que colabora para essa exposição excessiva das pessoas. Diante do pensamento do psicólogo Wilhelm Wundt, que afirma em seu estudo do estruturalismo , que o ser humano tende a estar em evidencia a todo momento , para transpor suas qualidades e alimentar seu ego pessoal, fica evidente o porque das pessoas tornarem públicas suas ações. Embora em um mundo virtual essa ação seja natural, ela pode ocasionar riscos a saúde e a própria vida das pessoas, visto que diante dos dados evidenciados no jornal The Guardian , cerca de 30% dos stalkers e pedófilos coletam informações de suas vitimas nas redes sociais. Desse modo, ratifica-se, portanto, o perigo da superexposição na internet.

Em uma segunda análise, é valido salientar o papel negativo dos padrões sociais nas redes virtuais, visto que eles demonstram uma vida utópica das pessoas. Partindo de uma óptica estudada por Émile Durkheim, que define a sociedade como uma instituição coercitiva e manipuladora, é possível afirmar que o cidadão tende a imitar o que observa. Nessa perspectiva, o dano causado pela exposição exagerada pode intervir em padrões sociais, como os alimentares, por exemplo quando pessoas fazem dietas prejudiciais, pois, viram sua blogueira famosa a realizando. Não somente isso, mas também, essa busca por se adequar a certos moldes, é a principal causadora de doenças como a anorexia e a bulimia, elas que segundo dados da Organização Mundial da Saúde afetam 8% da população.

Dessarte, diante dos fatos supracitados, fica evidente que os padrões sociais e a necessidade de aceitação são impulsionadores da superexposição nas redes sociais. Dessarte, cabe inicialmente ao Governo Federal em união com grandes meios comunicativos, como rádios e emissoras, em horários nobres, alertar a população sobres os riscos de se exporem informações na internet, por meio de entrevistas e debates com profissionais do setor de dados virtuais, para desse modo evitar que crimes como a pedofilia sejam evitados. Ademais, cabe as escolas, como influenciadoras de opinião, através de trabalhos lúdicos e oficinas de filosofia, ensinarem os jovens a importância da privacidade, no intuito de minimizar a exposição desses jovens no ambiente virtual.