Superexposição nas redes sociais

Enviada em 23/10/2020

Em um período marcado pelas Monarquias nacionais, o pensamento de dominação e manipulação ganhou muita força no ambiente filosófico. Nesse âmbito , o filósofo Nicolau Maquiavel postulou que para ser um rei notório ¨ Era mais importante parecer do que realmente ser¨. Diante desse contexto, evidencia-se, na contemporaneidade, uma temática bastante complexa, a superexposição nas redes sociais, ação essa muito praticada em uma modernidade marcada pela globalização. Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar tal problemática, que é motivada principalmente pela necessidade de reconhecimento e pelos padrões sociais .

Primeiramente, é importante compreender que a atual sociedade vive em uma constante busca por aceitação, essa que  nitidamente é exposta em redes sociais. Diante dessa óptica, o psicólogo Wilhem Wundt, em seu estudo do estruturalismo psíquico, afirma que o ser humano tende a estar em evidencia a todo momento, para reafirmar suas qualidades e alimentar seu ego. Em analogia ao seu pensamento, essa carência por aceitação, pode ser vista nas milhares de fotos publicadas diariamente, em aplicativos como Instagram , de pessoas mostrando praticamente todo seu cotidiano. Ademais, essa rotina expositiva  pode ser prejudicial, visto que segundo pesquisas mostradas pelo jornal ¨The Guardian¨, cerca de 30% dos stalkers e pedófilos coletam informações de suas vitimas em seus próprios perfis virtuais.

Em uma segunda análise, é válido salientar o papel negativo dos padrões sociais, já que eles induzem o indivíduo a seguir certas tendências .Partindo de uma visão estudada por Émille Durkheim, que define a sociedade como uma instituição manipuladora e coercitiva, é possível notar uma padronização de comportamento na internet, esta que afeta a vida de milhares de jovens. Nessa perspectiva, podem ser utilizados como exemplos, os casos em que pessoas seguem estilos corporais , propagados pela mídia, e acabam desenvolvendo doenças como a anorexia e a bulimia, elas que segundo a Organização Mundial da Saúde, afetam 8% da população mundial.

Dessarte, com base nos fatos supracitados, fica evidente que os padrões sociais e a necessidade de reconhecimento são catalisadores da superexposição nas redes sociais. Logo, cabe ao Governo Federal em união com grandes meios comunicativos, como rádios e emissoras, em horários nobres, alertar a população dos riscos da exposição de dados na internet e seus danos, por meio de debates e entrevistas ,com profissionais do setor de proteção de dados virtuais e médicos, para então, evitar que crimes como a pedofilia sejam cometidos e que as doenças como a bulimia e anorexia sejam erradicadas.