Superexposição nas redes sociais
Enviada em 15/12/2020
De acordo com a Teoria do Habitus defendida pelo sociólogo Pierre Bourdieu- “A sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente reproduzidos pelos indivíduos. Sob essa percpectiva, é perceptível que tal teoria não está distante da realidade brasileira, uma vez que na sociedade hodierna os padrões impostos no mundo globalizado potencializou o cenário da superexposição nas redes sociais. Ao analisar a ocorrência para tamanha adversidade, vê-se a busca excessiva por pretígio na internet e que torna possíveis os crimes cibernéticos. Desse modo, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem essa conjuntura.
É indubitável pontuar, inicialmente, a constante busca por prestígio nas mídias virtuais favorece a superexposição. Sob esse prisma, o filósofo francês Guy Debord, em sua obra “Sociedade do Espetáculo”, defende que as relações sociais são medidas por imagens que podem oferecer falsa perfeição. Nesse contexto, seja por meio de fotos ou por storys publicados nas redes, em regra de forma excessiva, confirmam o fenônemo denunciado por Debord e colaboram para construir a necessidade de status. No entanto, a super exibição acarreta a baixa autoestima e em casos mais extremos causa a depressão naqueles que não alcançam o padrão de perfeição imposto no ciberespaço.
Outrossim, a exibição de forma excessiva contribui para a ocorrência de crimes no espaço virtual. Nesse sentido, o ex-presidente Getúlio Vargas saiu da vida para a história com a criação do Código penal brasileiro, que décadas depois passou a tratar os cibercrimes. Entretanto, embora haja punição para os indivíduos que cometem delitos na web, o Código penal ainda é ineficiente de coibir a ação desses criminosos que se aproveitam das informações publicadas pelos prórprios internautas como a localização e fotos postadas em tempo real nas redes sociais. Além disso, os crimes podem extrapolar do universo virtual e se manifestar de forma presencial, tal como sequestros.
Depreende-se, portanto, medidas exequíveis para conter o avanço de tal problemática na sociedade brasileira. Para tal, o Poder Público, por intermédio do Ministério da educação, promovam campanhas de conscientização nas escolas e universidades através de palestras e discussões sobre os problemas da superexposição nas redes sociais, demonstrando os maléficios que trazem a ostentação desmedidas nas mídias, como a prevalência de crimes contra os internautas, bem como as doenças adquiridas por não alcançar os padrões impostos no mundo virtual, como, por exemplo, a depressão e baixa autoestima. Dessa maneira, com o fito de despertar a aprendizagem sobre o uso das redes sociais e de resguardar a identidade dos cidadãos. Assim, contrariando o exposto na Teoria do Habitus.