Superexposição nas redes sociais
Enviada em 24/12/2020
No século XXI, a Primavera Árabe promoveu, a partir da internet, grande comoção social, propenso a erradicar governos tiranos e estabelecer causas que respeitem os direitos individuais. Contudo, observa-se no mundo ocidental livre os excessos em torno do mau uso das redes e a falta dela aos cidadãos. A partir desse contexto, é fundamental discutir as fronteiras entre o público e o privado, bem como o principal impacto para a sociedade, como o propósito de propor medidas que, de fato, combatam tal problema.
Convém perceber, de início, que a internet contribui para o estabelecimento de realidades nocivas à civilização, produzindo a fragilização do sistema e a manutenção de demiurgos no poder, como se representassem alguma divindade. Isso ocorre, porque não são respeitados os direitos individuais e, assim, o bem-estar coletido é posto em segundo plano.
Por outro lado, é necessário pontuar, que a grande rede é um importante aparato ao permitir socializar opiniões, fomentar discussões e dar voz a quem não tem. No entanto, 46 milhões de brasileiros não têm acesso a internet, de acordo com o IBGE. Logo, é preciso inferir que o acesso é um direito essencial, segundo a ONU, assim como a água, luz e saúde.
Nota-se, portanto, que é preciso combater o mau uso da internet e a falta dessa conexão à civilização. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) deve maximizar projetos voltados a democratizar o acesso gratuito a internet pelo corpo social mais vulnerável, pois são 46 milhões de invisíveis sem acesso a um direito mínimo. Tal ação deve ocorrer por meio de subsídios aos provedores, que são os responsáveis por fornecer internet, a fim de garantir a visibilidade virtual de toda a sociedade. Ainda, o MCTI deve, através dos provedores, analisar o fluxo de informações pelos usuários na internet, combatendo notícias falsas e garantindo a pluralidade de informações, sem recorrer à censura.