Superexposição nas redes sociais

Enviada em 31/12/2020

É inegável o quanto a tecnologia avançou nas últimas décadas, trazendo inúmeras ferramentas que hoje são indispensáveis à sociedade, como a internet. Por um lado, há quem defenda o uso absoluto e sem restrições da internet. Por outro lado, há aqueles que defendem um uso consciente e regulamentado devido aos perigos que a super exposição ao mundo online das redes sociais pode gerar, como vazamento de informações privadas e até a prática de assédio infantil. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de conscientizar a sociedade contemporânea contra os riscos de exporem sua vida pessoal para o mundo digital, especialmente quando se trata de crianças e de adolescentes.

Em primeira análise, vale ressaltar que as redes sociais não são o problema, mas sim uma ferramenta  útil e que facilitou a interação entre indivíduos. No entanto, a problemática está na forma como as redes sociais são usadas, visto que o alcance proporcionado por essas mídias é ilimitado. Posto isso, especialmente nesse tempo de isolamento social, casos como de nudes vazados têm aumentado, visto que cerca de 31% de jovens que fazem uso de aplicativos de relacionamento afirmam trocar imagens ou vídeos de teor sexual, conforme matéria veiculada pelo UOL. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa realidade, a fim de informar os usuários dos riscos a que estão expostos.

Ademais, é fundamental que os pais busquem mostrar os perigos a que seus filhos estão suscetíveis quando se expõe em demasia nas redes. Portanto, uma maior participação da família no uso consciente dessas ferramentas fará com que as próximas gerações tenham mais responsabilidades  no mundo online, visto que a super exposição pode causar, inclusive, danos a saúde mental nessa faixa de idade como desenvolvimento de depressão, como afirma uma matéria do G1, em que os sintomas podem aumentar em até 50%.

Com isso, nota-se que uma ação educativa faz-se necessária aliada a uma ação fiscalizadora e punitiva. Assim, cabe as famílias em parcerias com as escolas, através de palestras informativas, educarem as crianças e os jovens para um uso consciente das redes sociais, explicando os malefícios que a exposição excessiva pode causar em suas vidas e mostrando formas construtivas de se usar essas ferramentas, contribuindo de forma positiva para uma boa formação das futuras gerações que já nascem imersas no mundo online. Além disso, cabe aos governos em parceria com as grandes empresas de tecnologia criarem diretrizes que visem educar os usuários quanto ao bom uso das mídias, deixando claro os riscos que estão submetidos diante essa nova realidade virtual. Só assim será possível ter uma sociedade consciente no uso das redes sociais.