Superexposição nas redes sociais
Enviada em 03/01/2021
Nos últimos anos, o advento das redes sociais mudou completamente o cotidiano, se comparado a apenas meio século atrás, a velocidade de comunicação e acesso à informação mudou de forma surpreendente, mas com este repentino avanço da tecnologia, uma série de consequências negativas estão sendo observadas mediante o desordenado uso dessas ferramentas.
Uma questão que tem chamado a atenção é de como grandes empresas utilizam de dados pessoais, fornecidos geralmente em cadastros de particulares em lojas ou aplicativos de celular, para manipular o comportamento de seus consumidores, buscando aumentar a retenção e o tempo no qual a pessoa passa conectado. Um estudo feito pela revista Kaspersky, em janeiro de 2020, revelou que mais de 80% da população se sente confortável ou não se importa com o fornecimento de dados pessoais desde que recebam em troca descontos em lojas ou até a possibilidade de reencontrar velhos amigos. Conforme foi apresentado pela série documental “O Dilema das Redes” exibida pela plataforma de streaming Netflix, ex executivos de empresas como facebook e twiter, revelam como todo dado coletado é convertido em insumo direto para incentivar o uso e até moldar comportamento.
Outro dado importante a ser considerado em se tratando de superexposição nas redes sociais, é o aumento na taxa de suicídio. É possível observar que entre 2007 e 2015, houve um aumento de mais de 30% no número de mortes por suicídio, segundo o artigo periódico publicado pela Clinical Piscicological Science em sua página oficial. Este número crescente, que se concentra entre os mais jovens, está ligado paralelamente ao de mídias sociais.
Tendo em vista que o grande problema está em como essas facilidades são utilizadas, uma ação que pode ser tomada para prevenir e diminuir os impactos negativos da superexposição é a criação de uma campanha que envolveria a orientação à pais e alunos, sobre maneiras de prevenir a má utilização das redes sociais. A ação ficaria sob responsabilidade do Ministério da Educação, em parceria com escolas, principalmente de ensino fundamental e médio que é o público mais vulnerável por não ter um pleno discernimento do conteúdo que a atinge.