Superexposição nas redes sociais

Enviada em 14/06/2021

O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman retrata, em sua obra “Modernidade Líquida”, a fluidez das relações sociais e a rapidez na maneira como as pessoas transformam seus estilos de vida. De maneira análoga a isso, a superexposição nas redes sociais alterou abruptamente o modo como a sociedade compartilha informações. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, pode-se destacar que a quebra de privacidade, como consequência direta dos compartilhamentos em redes sociais ocasiona problemas relacionados a chantagens, manipulação de informações e também compartilhamento de modo perverso de certas informações. Segundo o portal “Psicanálise Clínica”, a cada partilhamento na internet, seja de informações pessoais ou uma simples foto em determinado lugar, uma barreia de segurança é quebrada, de modo que algum criminoso pode tirar proveito e se beneficiar do anonimato para fazer vítimas. Dessa forma, percebe-se que quanto mais algum indivíduo se expõe, mais chances ele corre de sofrer danos materiais ou pessoais.

Outrossim, é notório que a cada ano novas pessoas entram para o meio digital, principalmente com o cadastro em redes sociais, e muitas acabam a desenvolver hábitos de vício ligado ao compartilhamento nas internet como compartilhar tudo a todo o momento. Para o filósofo prusso Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, nota-se, a partir disso, que a educação é a única medida existente para que a sociedade faça o uso sustentável das redes sociais.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a superexposição das redes sociais. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal promover a educação da sociedade para o uso correto das redes sociais, por meio de eventos em praças públicas totalmente gratuitos, ministrados por Palestrantes Especializados em uso controlado de tecnologias, a fim de que a sociedade use de forma moderada as redes da web e consiga usufruir dessas inovações apenas para benefício social. Somente assim, o Brasil conseguirá educar a sociedade para usar com moderação essas ferramentas modernas, para que não haja disseminação de informações falsas e até mesmo abuso do anonimato para prejudicar ou tirar vantagem de algum órgão ou pessoa física.