Superexposição nas redes sociais

Enviada em 05/08/2021

Na obra “1984” de George Orwell, o autor relata um mundo distópico o qual se baseia na vigilância de um “grande irmão” que une a população por meio de sua persuasão e expõe a realidade de milhares de pessoas. Atualmente, a superexposição nas redes sociais pode ser comparada com a obra de Orwell, visto que a população sente a necessidade de publicar cada detalhe de suas vidas privadas por influência de personalidades e conhecidos, como resultado da vontade de pertencimento à dada classe.

De acordo com o conceito de “vazio exitencial” defendido por Kant, a humanindade tenta enconbrir seu descontentamento pessoal com o ato de se deixar influenciar por itens superficiais tais como compras desnecessárias ou até mesmo “likes” nas redes sociais. Deste modo, a superexposição na internet está intimamente relacionada com a falta de autoconhecimento do ser humano, bem como seu desejo de se encaixar em um meio social.

Ademais, a utilização de algoritmos altamente especializados nas redes desenvolve no usuário o desejo de partilhar momentos que, décadas trás, não teriam tanta relevância, visto que, com o advento da globalização, as tendências se tornaram mais voláteis e o surgimento de uma nova celebridade nunca foi tão fácil. Sendo assim, é indiscutível a pressão por reconhecimento que a superexposição nas redes causa nos usuários, bem como a influência que tal fato possui sobre atos no dia a dia de uma população.

Portanto, para que a superexposição na internet não cause maiores problemas, é imprescindível a discussão acerca do uso devido de redes sociais, especialmente para com crianças e adolescentes, pois estes fazem parte de uma classe altamente influenciável. Tal debate pode ser realizado em escolas, bem como ser divulgado nas próprias redes sociais, visto que este é o lugar em que jovens passam a maior parte dos seus dias, por meio de campanhas governamentais para que haja uma conscientização maior a respeito do que deve ou não ser compartilhado.