Superexposição nas redes sociais
Enviada em 30/08/2021
Com o avanço tecnológico, foi possível perceber diversos impactos na vida das pessoas, a principal talvez seja o fato de que, atualmente, tudo - ou quase tudo - o que realizamos seja online. Todavia, o impacto gerado pelas redes sociais leva ao um dos principais perigos do século XXI, a superexposição no mundo virtual, o que pode contaminar e prejudicar a vida de milhares de usuários. Sendo assim, cabe a análise a respeito das causas, consequências e possível solução da problemática.
Nesse contexto, podemos analisar o primeiro episódio da terceira temporada da série “Black Mirror”, intitulado “Queda Livre”. Nessa conjuntura, os personagens vivem em busca de aprovação externa, onde cada atitude é avaliada diariamente por outras pessoas, ou seja, uma superexposição em busca de uma “boa reputação”. Em vista disso, percebe-se semelhança com a realidade do mundo no qual vivemos, onde diariamente indivíduos publicam informações pessoais em busca de “likes”. Logo, tal comportamento tem sido um atrativo para pessoas mal-intencionadas, que com essas informações conseguem cometer vários tipos de crimes.
Outrossim, vale destacar os efeitos desse fenômeno entre os mais jovens. Segundo um relatório realizado pelo TICKS Kinds Online, em 2019, 89% da população brasileira entre 9 e 17 anos era usuária de internet. Dessa forma, é importante ressaltar o perigo do consumo desenfreado ao público infanto-juvenil, uma vez que, é comum encontrar esse público passando horas assistindo e ouvindo informações de interesse próprio. Além disso, esse grupo social são os mais propícios dos perigos virtuais, como a manipulação de dados, imagens e até mesmo, divulgação de conteúdos íntimos vazados. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de ração para combater essa conduta.
Portanto, fica evidente que é necessário buscar medidas para superar esse caso. Em primeiro plano, o Ministério da Educação junto com as escolas deve instituir aulas ministradas por profissionais qualificados sobre o uso consciente da internet, voltada para os jovens com objetivo de conscientizá-los sobre o assunto desde cedo. Em segundo plano, o Ministério das Comunicações, deve atuar em campanhas publicitárias, a fim de conscientizar o público adulto sobre os perigos do mundo virtual, com o propósito de evitar vítimas de crimes cibernéticos. Quem sabe, assim, a sociedade tenha consciência dos perigos causados pela superexposição.