Superexposição nas redes sociais
Enviada em 10/08/2021
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos sofridos pelo ser humano na sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à situação de indivíduos que utilizam em excesso as suas redes sociais, como, por exemplo, os ‘influencers’, visto que as suas vidas pessoais acabam ficando expostas. Dessa maneira, fica evidente que esta problemática se desenvolve não só pelo uso exacerbado da ‘internet’, mas também devido à falta de iniciativas para controlar a segurança dos usuários diante desse quadro alarmante.
Em primeiro lugar, é preciso destacar a ausência de medidas governamentais para informar sobre os riscos na segurança e também na saúde mental da população. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que o equilíbrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, devido à baixa operação das autoridades e dos veículos de mídia, os usuários das redes sociais não têm conhecimento sobre os perigos que estão acometidos, tendo em vista de que dados podem ser vazados, o acesso está muito liberado para menores de idade e também, praticamente não existem restrições no que se pode comentar, fato com potencial para prejudicar a saúde mental de quem utiliza as redes sociais. Em suma, é necessária a reformulação estatal urgente.
Ademais, a escassez de medidas de segurança para quem está conectado diariamente, também pode promover o problema. De acordo com uma pesquisa efetuada pelo Global Privacy Report, 34% dos usuários de internet já tiveram suas contas acessadas sem o seu consentimento e, analisando os dados da pesquisa do TIC Kids Online Brasil, 24,3 milhões de crianças usam a ‘internet’, partindo desse pressuposto, percebe-se que a exposição, além de trazer riscos à dados pessoais, também torna menores de idade vulneráveis. Desse modo, isso retarda a resolução do empecilho.
Portando, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Comunicação, será revertido em ações para assegurar a segurança nas redes, não permitindo o rastreamento de dados pelos sítios ‘web’ e aumentando as políticas para garantir que as redes sociais tenham uma idade mínima para o cadastro, com o objetivo de aumentar a segurança de todos. Dessa forma, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil seguro.