Superexposição nas redes sociais
Enviada em 10/08/2021
“O sujeito é constituído por identificações advindas da cultura em que está imerso”. Assim disse Sigmund Freud, criador da psicanálise, que tem sua tese cabível no que se diz respeito à cultura da superexposição nas redes sociais. Tal questão se relaciona com a morte da princesa Diana, que morreu tentando escapar dos paparazzis. Este tema é um desafio ao Poder Público, à sociedade e às instituições de educação. E sua não solução causará problemas não só para a classe artística mas para toda sociedade.
Primeiramente, é importante destacar que a superexposição já existia antes das redes sociais, mas era direcionada à celebridades. Porém, com a popularização dos telefones celulares com câmera, isto mudou, agora todos estão sujeitos à violação de sua privacidade. Além disso, por causa das redes sociais a exposição é ainda maior podendo alcançar milhões de pessoas instantaneamente.
Nessa perspectiva, deve se destacar que a taxa de suicídio entre celebridades é extramente maior do que entre a população em geral, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, pois a fraca privacidade, associada ao uso de draogas leva a uma condição mental extrema.
Logo, é indispensável que o Poder Público intervenha, por meio de campanhas midiáticas que tenham como objetivo ressaltar a importância da privacidade, demonstrando que todos têm direito à ela. Por fim, o Ministério da Educação, junto à sociedade, deve educar as crianças e adolescentes sobre os perigos da superexposição, além da importância da cautela quanto a exposição em redes sociais.