Superexposição nas redes sociais
Enviada em 10/08/2021
Superexposição nas redes sociais
Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do drama português, criticou o comportamento malicioso do século XVI. Fora do romance, o Brasil do século 21 mostra a mesma conotação de divulgação irrestrita de informações nas redes sociais. Nesse caso, o desafio persiste, não só pelo individualismo, mas também pela má influência da mídia.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o individualismo do problema. Na obra “Modernidade Móvel”, Zygmunt Bowman acredita que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Trabalhos de sociólogos podem ser observados na realidade brasileira, pois o compartilhamento descontrolado de informações pessoais de editoras e terceiros tem aparecido repetidamente na mídia sem considerar o possível impacto de tal comportamento, o que indica comportamento individualista. A sobreposição não favorece a prática da reflexão e empatia.
Outro ponto relacionado é que a mídia contribui mal para a solução de problemas. Pierre Bourdieu acredita que o que foi criado como instrumento de democracia não deve se transformar em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia interfere na integração das questões ao não promover o debate sobre a melhoria do nível de informação das pessoas, exagerando o risco de expor informações pessoais, o que pode levar a ataques à moralidade pessoal e à integridade física. Indivíduos, como fraude ou invasão de privacidade.
Portanto, todos os meios de comunicação de massa devem agir para reverter esse impacto negativo sobre o assunto. Tais ações devem ser realizadas por meio da produção de informativos periódicos, como entrevistas com vítimas de problemas e especialistas no assunto, para conscientizar as pessoas sobre sua responsabilidade por suas ações no mundo virtual, contribuindo para a redução dos impactos negativos. As possíveis consequências da superexposição nas mídias sociais.