Superexposição nas redes sociais
Enviada em 10/08/2021
Apesar da crescente onda de globalização trazer consigo muitos pontos positivos, com toda essa massa de informação e facilidade de comunicação, vem também, uma grande toxicidade e males para a saúde mental de parte dos usuários. Na internet, é comum que o dia a dia dos influenciadores e criadores de conteúdo seja completamente exposto ao público, consequentemente, abrindo espaço para comentários mal intencionados, fraudes e um vício para os seguidores do influenciador, que se sentem na obrigação de consumir mais e mais a todo momento para não perder nada.
Segundo dados do próprio IBGE, tecnologia em si vem aumentando quase que exponencialmente, visto que em 2019, cerca de 82% dos domicílios têm acesso à internet. Concomitante com este fato, as taxas de depressão e ansiedade também vêm aumentando, tendo um acréscimo de 34,2%, de 2013 para 2019. Desta forma, é possível traçar uma relação entre estes fatores, pois o consumo excessivo das redes traz consigo diversos pontos negativos para a vida do consumidor.
De acordo com a renomada psicóloga Anna Lucia Spear King, por muitos foi desenvolvida uma fobia de ficar sem o celular, causada pelo excesso de informações fornecidas e pela necessidade de documentar cada passo e todo dia a dia do usuário, gerando também, está superexposição que pode abrir brechas para golpes e comumente, o cyberbullying entre outros ataques.
Assim, conclui-se que é essencial que estes problemas sejam tratados, desta maneira, seria ideal que o Ministério da Saúde junto de ONGs, a fim de cessar os problemas que a cultura da superexposição traz consigo, efetue programas de conscientização, por meio de propagandas e palestras direcionadas ao público e aos usuários ativos da internet, deste modo, matando o problema pela raiz.