Superexposição nas redes sociais

Enviada em 10/08/2021

Superexposição nas redes sociais

Para Jean Baudrillard, um filósofo francês, a sociedade atual está passando por um momento que ele denomina de “Sociedade do Espetáculo”, que é marcada por relações sociais ocasionadas por imagens. Esse enaltecimento do visual pode ser observado em redes sociais, dado que, com a finalidade de aceitação social, as exposições por meio de fotos e textos são constantes, o que traz consequências negativas para a sociedade.

Primeiramente, é de suma importância explicar o motivo de ocorrer a superexposição. Desse modo, segundo Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, em sua obra “Vida para Consumo”, as pessoas se viram meras mercadorias, pois buscam aceitação social. Nesse contexto, é possível comparar as redes sociais às vitrines, onde os usuários se exibem para serem aceitos pela sociedade. Resumidamente, a superexposição surge como uma forma de se encaixar em um bom status social.

Em contrapartida, a alta exposição na internet tem se tornado algo que dificulta as relações sociais. Assim sendo, individualmente, a superexposição é um perigo para a privacidade dos usuários, visto que suas rotinas são, cada vez mais, expostas. Outrossim, no campo social, questões trabalhistas são geradas, considerando que o perfil virtual é examinado não apenas como currículo, mas também, para aqueles que já trabalham, serve de sondagem. Uma prova disso foi, em 2012, o caso noticiado pelo site G1, em que uma concessionária de São Paulo demitiu um de seus funcionários, pois ele curtiu comentários que denegriram a imagem da empresa.

Logo, nota-se que é indispensável diminuir as exposições excessivas que ocorrem virtualmente para escapar de problemas sociais. Consequentemente, é importante que as escolas insiram seus alunos em discussões acerca dos riscos da exposição na internet, a fim de extinguir os obstáculos de privacidade e de emprego. Dessa forma, a alta valorização da imagem na “Sociedade do Espetáculo” será reduzida.