Superexposição nas redes sociais
Enviada em 10/08/2021
Superexposição nas redes sociais
Redes sociais são espaços que as pessoas se relacionam virtualmente através de mensagens digitadas, chamadas de voz ou vídeo, fotos, dentre outros. O primeiro ambiente de convívio online foi criado nos Estados Unidos e Canadá, em 1995, com o objetivo de conectar alunos da mesma faculdade para facilitar a comunicação. Logo, as redes sociais auxiliam na “aproximação" entre indivíduos, porém, também geram muitos problemas, como a superexposição, evidenciando-se não só pelo o uso compulsivo das plataformas, como também pela inexperiência com as diferentes ferramentas midiáticas. Nesse sentido convém analisar as principais causas, consequência e possíveis soluções para tais impasses.
Inicialmente pode-se entender o uso compulsivo das redes sociais como uma das principais causas da exibição virtual em decorrência da necessidade do ser humano em se relacionar, buscando aceitação através de publicações. De acordo com pesquisa da Intel Security, cerca de 30% das pessoas utilizam, em média, de 2 até 5 horas por dia na internet, e dentre estes, 59% em mídias sociais, alegando que publicaram fotos, nome da escola, data de nascimento, endereço de e-mail, nome de familiares, número celular e endereço residencial. Com isso, é possível compreender o quão perigoso pode ser o uso compulsivo de comunidades virtuais e a exposição de dados pessoais.
Outra causa da exteriorização na internet é a inexperiência com as diferentes plataformas digitais, podendo colocar-se em risco e os dados serem roubados por indivíduos que buscam informações confidenciais para cometer crimes virtuais. Conforme o site do G1, 223 milhões de brasileiros tiveram seus dados furtados através das redes, como o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF), nome, sexo, data de nascimento, Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), endereço, dentre outros. Assim, pode-se observar a problemática que envolve a população leiga sobre o manuseio de rede social, o que resulta na exposição de dados, facilitando crimes virtuais.
Logo, medidas são imprescindíveis para a resolução de tais problemas. O Ministério da Ciência, Tecnologia e das Informações (MCTIC) e o Ministério da Segurança Pública, em conjunto com o Conselho Federal de Psicologia (CFP) devem elaborar políticas de privacidade informacional, além de promoverem seminários, podcasts e propagandas por meios virtuais e presenciais com a participação ativa da população visando diminuir o uso compulsivo das redes sociais e promovendo educação digital. Dessa forma, objetiva-se a diminuição da superexposição virtual e de crimes através do roubo de informações pessoais.