Superexposição nas redes sociais
Enviada em 23/05/2022
A revista Época afirma que vivemos a era da exposição e do compartilhamento, aonde o público e privado começam a se confundir. Nesse sentido, essa conjuntura não se distancia daquela vivenciada na sociedade brasileira, uma vez que devido à busca pelo prestígio social, bem como o uso prematuro das mídias sociais, perdura ainda, como um desafio a superexposição nas redes sociais.
Diante desse cenário, a constante busca por prestígio social nas redes sociais favorece o exibicionismo. Sob essa análise, o pesador brasileiro Leandro Karnal defende que nas mídias sociais as pessoas criam um cenário de falsa perfeição sobre suas vidas. Nesse sentido, em mundo onde existir é aparacer, as diversas fotos postadas na web vão ao encontro do que foi dito por Karnal e colaboram para construir a necessidade. Ocorre que a superexposição pode causa baixa autoestima e depressão naqueles que não alcançam a perfeição imposta pelo ciberespaço.
Além disso, fundado em 2004, o facebook tornou-se uma das maiores mídias de compartilhamento de fotos e vídeos do mundo. Todavia, embora tenha sido criado para entretenimento, a rede social de Zuckerberg potencializou o uso antecipado dos meios de comunicação por parcela da população que acaba se expondo mais do que devia na internet, acontece que, pelo fato de não saber manusear, de maneira correta, as redes sociais a exposição excessiva pode favorecer a ocorrência de cibercrimes, como o ´´bullying``. Desse modo, enquanto o uso irresponsável da internet for a regra, os delitos podem extrapolar o universo digital e se manifestar de maneira presencial, tal como sequestros.
Verifica-se, portanto, que medidas eficazes são necessárias para amenizar os desafios relacionados à exibição demasiada nas redes sociais. Dessa forma, cabe as escolas -responsáveis pelo desenvolvimento do indivíduo em sociedade- promover o amplo acesso da população à informação relativa à superexposição nas mídias de compartilhamento de fotos e vídeos, por meio da implantação de palestras e debates com profissionais da área, a fim de elucidá-los sobre a problemática. Ademais, os indivíduos devem evitar a megexposição, a fim de evitar crimes cibernéticos. Feito isso, afastar-se-á da afirmação feita pela revista Época.