Superexposição nas redes sociais
Enviada em 15/10/2021
A terceira Revolução Industrial proporcionou o advento da tecnologia e dos aparelhos eletrônicos, bem como a popularização das redes sociais. No entanto, as consequências dessas inovações nem sempre são benéficas. Hodiernamente, observa-se a superexposição nos meios digitais, o que ocorre seja necessidade de validação, seja pela imitação de comportamentos. Dessa forma, é necessário que essa chaga social seja resolvida, a fim de que a Revolução Industrial não mais traga efeitos maléficos para o cenário atual da nação.
Sob essa perspectiva, é válido citar que o desejo de aprovação colabora para perpetuar o hábito de exibir-se de forma exacerbada. Segundo a teoria da moral do rebanho, do filósofo Friedrich Nietzsche, o ser humano tende a repetir ações comuns a um determinado grupo social, o que se assemelha à um rebanho, na medida em que seres parecidos tendem a ingressarem no grupo. Assim, infere-se que a tentativa de ser incluído socialmente acarreta ações padronizadas que visam o pertencimento à comunidade desejada. Esse fato pode ser observado na frase do médico Drauzio Varella, o qual afirma que “O desenvolvimento físico e psicológico das crianças acontece por imitação.” Diante disso, é notório que a repetição de padrões visa o acolhimento comunitário, o que contribui para a superexposição nos meios digitais. Desse modo, é imprescindível que, para a refutação do filósofo e do médico, essa problemática seja revertida.
Ademais, a repetição de comportamentos é um fator que propicia o hábito de tornar a vida pública nas mídias sociais. Conforme a teoria determinista de Hippolyte Taine, “O homem é fruto do meio, da raça e da história”. Essa afirmação permite concluir que o homem é resultado do contexto no qual vive, o que o leva a imitar gestos daqueles que convivem ao seu redor. Isso pode ser observado na pesquisa realizada pela plataforma Cupom Válido, a qual afirma que o Brasil é o terceiro país que mais utiliza as redes sociais no mundo. Dessa forma, o vínculo entre a exagerada exposição nos meios digitais e a influência do meio de convívio é clara. Consequentemente, esse panorama urge ser solucionado para que o conceito de Taine seja contestado.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para solucionar a problemática expositória em questão. Logo, o Ministério da Saúde deve promover e incentivar acompanhamento psicológico para que as pessoas não se sintam pressionadas para serem inclusas em um grupo. Esse acompanhamento será realizado por intermédio de psicólogos e psiquiatras voluntários e realizados de forma remota ou presencial. Além disso, as consultas serão efetivadas trimestralmente para garantir a manutenção da vida mental saudável. Por conseguinte, haverá menos exposição nas redes e uma vida mais saudável.