Superexposição nas redes sociais

Enviada em 25/10/2021

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem  algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de relações sociais, a superexposição nas redes sociais funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de informações e um pensamento banal impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, uma restrição de acesso ao conhecimento sobre os perigos da superexposição virtual mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Conforme Arthur Schopenhauer,  " os limites do campo de visão das pessoas determinam sua compreensão acerca do mundo". Nessa fala, o filósofo justifica a causa da problemática: se os indivíduos não possuem informações - dados, exemplos - corretas sobre os malefícios do demasiado aparecimento na internet, como a diminuição da privacidade e a ilusão de uma vida perfeita registrada por fotos editadas, o campo de visão será afetado, e a sociedade sofrerá com indivíduos em um repouso irracional, ou seja, sem racionalidade para melhorar a qualidade de vida. Por issom é evidente que informatizar a sociedade é o melhor caminho para evitar que os seres sofram de forma inconsciente.

Em segunda análise, um raciocínio trivial sobre o uso excessivo de redes sociais apresenta-se como outro fator dificultador do bem-estar civilizacional. Segundo Hannah Arendt, na teoria da banalidade do mal, “o ato preconceituoso passa a ser feito de forma inconsciente quando os indivíduos normalizam tal situação”, comparando com a influência da utilização demasiada do “facebook” e do “instagram”, por exemplo, em que a maioria dos brasileiros desfruta dessas conexões, impondo inconscientemente que quem não possui, passe a utilizá-las. Nesse plano, é perceptível que existe uma normalização, com o avanço da internet de que todas as pessoas passem a ficar cada vez mais conectadas virtualmente, expondo opiniões, fotos e estilos de vida que criam modelos de exibição para outros seguirem; no entanto, se não seguirem, os srees são fadados a discriminação do coletivo padronizado, gerando depressões e ansiedades pela exposição massiva nas redes, realidade a ser mudada.

Portanto, medidas são necessárias para diminuir a superexposição virtual. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde realizar palestras, ministradas por psicólogos, com o “slogan”: “Exposição virtual”. esse projetot pode ser feito mediante um diálogo entre o público presente e o especialista sobre os malefícios do uso de redes sociais, como a falta de privacidade,  com infográficos e dados estatísticos, de modo a instruir sobre como agir no mundo virtual, resultando na mediação de utilidade do mundo real com o virtual pela informatização social. Dessa forma, o oceano cívico será limpo novamente.