Superexposição nas redes sociais

Enviada em 02/05/2022

A série “Black Mirror” narra uma história traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelado à tecnologia. De modo análogo, um dos principais malefícios do uso da tecnologia é a alta exposição nas redes sociais, que são causadas pela necessidade de reconhecimento e provocam vários riscos aos usuários. Desta forma, faz-se necessário analisar a superexposição na internet.

Em primeiro plano, é preciso analisar o motivo da exposição nas redes sociais. Durante o século XVIII, a Revolução Industrial impulsionou o desenvolvimento da tecnologia, que teve como principal consequência o surgimento de redes sociais.

É nítido que os meios digitais têm como principal função permitir a comunicação com pessoas distantes, e por consequência, ter contato com outras culturas, além de poder ser utilizadas para transmitir suas percepções para os demais. Ou seja, a exposição on-line é resultado da necessidade de serem reconhecido no meio social ou se sentirem importante; questões totalmente ligadas ao psicológico e que devem ser tratadas adequadamente e não expostas publicamente. Desta maneira, é preciso analisar as consequências de tal exposição.

Em segundo plano, é de suma importância ressaltar os riscos da superexposição. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), 1 a cada 4 jovens não estão inseridos na internet, ou seja, 75% estão suscetíveis aos riscos dos espaços virtuais. Muitos são os riscos da alta exposição, tais como a falta de privacidade, fake news, golpes e criminosos (sendo vítimas de chantagens, clonagem de cartões etc.) e cyberbullying, sendo um dos mais preocupantes. Este termo é definido pela prática de ofender pessoas on-line, geralmente com perfis anônimos; são feitos xingamentos, ameaças ou até abusos psicológicos com a vítima. As consequências para a saúde mental do indivíduo é catastrófica, pois causa problemas de autoestima, isolamento, depressão e até mesmo suicídio.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para solucionar este impasse. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação juntamente com a mídia, criar campanhas de conscientização, por meio de verbas governamentais, a fim de alertar os jovens dos riscos da superexposição. Tal ação pode, ainda, precaver e garantir a segurança dos mesmos, mantendo-os longe dos riscos cibernéticos.