Superexposição nas redes sociais
Enviada em 24/09/2022
A internet foi criada durante a Guerra Fria como instrumento militar para comunicação e proteção de dados. Todavia, no contexto hodierno, passou a ser uma ferramenta de exposição de informações pessoais. Tal questão ocorre pela falta de discussões nas escolas e nas mídias. Sendo assim, uma das causas do comprometimento da segurança e privacidade de grande parte dos usuários que desconhecem os perigos que a superexposição nas redes sociais podem trazer.
Em primeira análise, nota-se que atualmente foi normalizado que as pessoas se exponham na internet. Tendo em vista que o uso das redes sociais tem se intensificado cada vez mais, principalmente entre os jovens, é evidente que instituições educacionais e programas televisivos devem ensinar a como se comportar dentro dela, porém, como isso não ocorre, eles ficam em constante risco. Sob esse viés, de acordo com o filósofo Aristóteles, “O homem é um ser social e precisa pertencer a uma coletividade”, destarte, é notório que como adolescentes querem se sentir pertencidos a um ciclo tentam se adequar ao máximo às pessoas que estão ao seu redor, o que leva ao exibicionismo em espaços virtuais.
Ademais, vale ressaltar que, o Brasil está entre os países com a população que mais faz uso das redes sociais no mundo. Apesar disso, parte dos brasileiro não conhecem os riscos da superexposição. E em virtude disso, compartilham dados sem preocupações, e assim, muitos criminosos se aproveitam da vulnerabilidade que encontram os usuários para cometer crimes hediondos, como sequestros e agressões sexuais. Nesse cenário, as vítimas mais indefesas são as crianças, que pela falta de conhecimento dos pais são expostas sem necessidade, o que as colocam em uma situação amedrontadora, por não terem meios de se protegerem.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação promover a divulgação de informações sobre a superexposição nas redes sociais, por meio de palestras realizadas em escolas e universidades, abertas ao público. Espera-se que, dessa forma, a população entenda sobre os malefícios dessa exposição e em como utilizar as redes sociais de maneira mais saudável e segura.